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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ainda sobre superstição









        Neste excelente vídeo, o Dr. William Lane Craig disserta a respeito de alguns aspectos extremamente relevantes a respeito de Deus. Dentre eles, destaco os conceitos da providência ordinária e da extraordinária, ambas oriundas do Criador.
        A partir do discurso do Dr. William Lane Craig, é possível inferir um conceito apropriado de superstição. Nesse contexto, a superstição pode ser entendida como interpretar todas as ações de Deus como providências extraordinárias, mesmo aquelas que são declaradamente ordinárias. O comportamento supersticioso é achar que Deus está agindo sempre de forma sobrenatural, quando na verdade Ele está agindo dentro dos parâmetros que Ele mesmo estabeleceu para o funcionamento normal da realidade. Não estou afirmando que Ele não age de modo sobrenatural, estou dizendo que considerar TODAS as Suas ações como sobrenaturais é superstição e sensacionalismo.
        Vejamos se consigo ser mais claro. Do meu ponto de vista, tenho uma impressão de que Deus dispôs na própria estrutura da realidade, todos os recursos necessários para que o homem tenha uma vida plena (do ponto de vista natural). Nesse sentido, a pesquisa científica ganha uma conotação de destaque para descobrir e usar esses recursos ao seu favor. Já passei pela dolorosa experiência de ver pessoas de Deus morrendo vítimas de enfermidades. Em função disso, pensei que se a medicina já dispusesse de tratamentos eficientes, pessoas maravilhosas ainda estariam entre nós e produzindo muito para o Reino de Deus. Aqui é onde quero chegar. Um comportamento supersticioso ignora completamente que a bondade de Deus também se manifesta na ausência de eventos sobrenaturais e miraculosos. Também é Deus quando a cura de novas doenças são descobertas, quando a desigualdade é reduzida, quando menos pessoas sofrem, quando as guerras diminuem etc.
A providência ordinária do Criador está em constante evidência. O detalhe importante é que nesta providência, a participação e a contribuição humana são enormes. É por isso que o supersticioso a ignora e a subestima. Pergunto ao leitor: devemos aguardar da igreja ou da medicina a cura de várias doenças? Não ignoro que no seio da igreja, milhares de pessoas são genuinamente curadas de doenças que até o presente momento não tem cura. Porém, deve a medicina cruzar os braços e parar de desenvolver pesquisas e depender da igreja? Esse mesmo raciocínio se aplica às diversas áreas do conhecimento humano.
Qual é, portanto, a contribuição da igreja? Certamente, espiritual. As palavras do apóstolo da fé resumem o que digo: “Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.” (I Co 1.22-24) O foco da igreja é e deve ser Cristo. Sua contribuição é e deve ser espiritual. Igreja não é ONG! Da mesma forma que a humanidade precisa da cura de doenças, ela também necessita de perdão de pecados, de paz espiritual, de comunhão com Deus, do alimento sólido da Palavra de Deus etc. É aí que entra a igreja. Mas isso é assunto para outro post. :-)

Um abraço a todos.

Marconi BSC



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Another Brick In The Wall - Outro tijolo na parede



Autoritarismo nunca mais!!!







Another Brick In The Wall

When we grew up and went to school
There were certain teachers who would
Hurt the children in any way they could


By pouring their derision
Upon anything we did
And exposing every weakness
However carefully hidden by the kids
But in the town it was well known
When they got home at night
Their fat and psychopathic wives
would thrash them
Within inches of their lives



We don't need no education
We dont need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall


We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave us kids alone
Hey! Teachers! Leave us kids alone!
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall
Outro tijolo na parede

Quando crescemos e fomos à escola
Havia certos professores que
Machucaram as crianças da forma que eles podiam


Despejando escárnio
Sobre tudo o que fazíamos
E expondo todas as fraquezas
Mesmo que escondidas pelas crianças
Mas na cidade era bem sabido
Que quando eles chegavam em casa à noite
Suas esposas, gordas psicopatas,
batiam neles
Quase até a morte



Não precisamos de nenhuma educação
Não precisamos de controle mental
Chega de humor negro na sala de aula
Professores, deixem as crianças em paz
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz!
Tudo era apenas outro tijolo no muro
Todos são somente outro tijolo na parede


Não precisamos de nenhuma educação
Não precisamos de controle mental
Chega de humor negro na sala de aula
Professores, deixem as crianças em paz
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz!
Tudo era apenas outro tijolo no muro
Todos são somente outro tijolo na parede




Fonte: http://www.vagalume.com.br/pink-floyd/another-brick-in-the-wall-traducao.html




Legendado




segunda-feira, 18 de maio de 2015

(Mais uma vez:) Autoridade não é autoritarismo!!! (q saco ter que tocar nesse assunto de novo...)



... e acho que não será a última vez :(


        É chato ter que escrever aqui no blog mais um desabafo sobre esse assunto. Naturalmente, preciso me conter para não cometer nenhum exagero tolo similar àquele que presenciei em um sujeito e que me motivou a escrever esse texto.
        Não é difícil separar autoridade de autoritarismo. Se submeter à autoridade é bíblico (Rm 13.1-7), mas se submeter ao autoritarismo é ingenuidade e omissão (At 4.18-20; 5.27-29). Lamentavelmente, é com certa frequência que líderes religiosos abusam de autoritarismo, submetem a igreja a constrangimentos públicos desnecessários e cobram dela mais do que deve.
        Recentemente, tive o desprazer de presenciar um sujeito que pelo simples fato de ser usado por Deus, se julga no direito de colocar um fardo pesado sobre a igreja e um sentimento de condenação totalmente desonesto. Não é à toa que estas pessoas rejeitam a graça genuína do Senhor Jesus, simplesmente por que a graça pura sem misturas é totalmente inadequada aos sistemas religiosos e à vaidade humana.
        O gatilho que disparou meu limite de tolerância foi ouvir que para uma pessoa fazer parte de uma certa igreja ela deve obrigatoriamente dar o dízimo. E se ela não quiser dar o dízimo, deve procurar outra igreja, pois o irmão não pode usufruir de uma boa estrutura se não quiser pagar para tal. Agora imagine ouvir uma patacoada dessas num tom de absoluto autoritarismo como se o sujeito fosse o dono da igreja e o dono do dinheiro das pessoas. Obviamente a maioria das pessoas na igreja é indefesa a esse tipo de argumento e postura. É aí que vem minha intervenção: como é possível alguém aparentemente honesto fazer uso de um artifício tão desprezível para garantir que sua igreja dê o dízimo sem questionar? Onde está escrito na Bíblia que para congregar em uma igreja local eu devo ser constrangido e obrigado a dizimar ali sob a ameaça de ser expulso daquele lugar?
        Fico imaginando que em pouco tempo, para entrar numa congregação e cultuar a Deus, nós teremos que pagar ingresso, muito similar quando a gente vai ao cinema (teatro, show etc.). E o valor do ingresso irá variar de acordo com a estrutura do templo: se tiver condicionador de ar, cadeiras confortáveis, bebedouro etc. o ingresso vai ser bem mais caro. O valor vai mudar também de acordo com o lugar que você escolher: camarote vai custar o ‘vízimo’ (20%)! Outra variação de preço: se tiver um pregador conhecido internacionalmente, você deverá desembolsar o ‘trízimo’ (30%) para cultuar. Outras variações de preço serão engenhosamente inventadas por essa galera!
        Vamos dar uma breve olhada na Bíblia para saber como a igreja relaciona seu dinheiro com Deus e vice-versa. Porém, devo fazer uma observação clara: eu não sou um malabarista teológico! Não manipulo as Escrituras em causa própria, aceito o Seu conteúdo como é, sem acréscimos, sem reduções, sem deturpações autoritárias. Não faço a Bíblia dizer uma coisa que ela não está dizendo apenas para tirar vantagem. Com isso em mente, vejamos os textos a seguir:
- At 4.32-5.11: esse registro mostra o estilo de vida da igreja em Jerusalém e como era a relação deles com o dinheiro. Naturalmente, isso é um relato de como eles agiam, não é um mandamento! Serve como modelo, referência. Deus não exige que você venda tudo que possui para dar na igreja. Ele também não exigiu isso da igreja em Atos, foi uma demonstração voluntária e espontânea de amor. Além disso, os contextos são totalmente diferentes. Não se observa nenhum dos apóstolos submetendo qualquer pessoa a constrangimentos públicos ou exigindo a cobrança de algum imposto. Isso é provado quando Ananias e Safira mentem. A resposta de Pedro é genial: “Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder?” O que Pedro estava dizendo era: o dinheiro era seu, a propriedade era sua e ninguém constrangeu vocês a nada. Não precisava mentir ao Espírito Santo. Os autoritários só usam esse texto para causar terror na igreja e ameaçá-la caso ela não dê dízimos e ofertas. Eles não falam que a causa da morte não foi a recusa em dar ofertas ou dízimos, mas a mentira para tirar alguma vantagem. Ananias e Safira estavam tentando, provavelmente, comprar um lugar no ministério, exatamente como ocorre hoje em dia. Eles trataram a unção sagrada do ministério com desprezo como fez Simão (At 8.9-25). Note: se eles não tivessem vendido a propriedade ou se tivessem gastado o dinheiro com outra coisa, provavelmente eles não teriam sido julgados. Ou seja, neste caso, era melhor não ter dado nada. Eles não morreram por que se recusaram a dar, morreram por que zombaram da unção, dos apóstolos e do sagrado ministério. Já imaginou se hoje em dia todo mundo que faz algo semelhante morresse? Eles não foram julgados porque deram ou porque deixaram de dar, foram julgados pela enorme leviandade com que trataram a unção. Eles estavam tentando mercadejar a fé e negociar com os valores espirituais do Reino de Deus.
Mt 10.8: esse é um tipo de Palavra que dificilmente você ouvirá hoje em dia. Naturalmente, ela não tira a responsabilidade da igreja sustentar seus ministros (Nm 18.8-32; Dt 18.1; Lc 10.7; Rm 15.27; I Co 9.1-15; II Co 11.7-15; Gl 6.6; Fl 4.14-19; I Ts 2.7-10; II Ts 3.6-12; I Tm 5.17,18; II Tm 2.6), mas coloca um ponto de equilíbrio nessa questão. Isso não dá aos ministros o direito de serem autoritários e opressores diante de um povo indefeso (I Pe 5.1-4). Engenhosamente as pessoas estão desenvolvendo mecanismos e estratégias para extrair uma quantia sempre maior da igreja.
- II Co 2.17: mercadejar a Palavra de Deus é transformá-La em uma mercadoria, é submetê-La a negociações, é fazer um comércio altamente lucrativo com Ela. Um ministro deve tirar seu sustento do sagrado ministério, isso é incontestável. Contudo, mercadejar a Palavra é totalmente reprovável diante de Deus.
- II Co 9.6-15; Pv 11.24-26; Êx 35.4-36.7; I Cr 29.11-18: sabe qual é o critério pelo qual a igreja deve contribuir? Paulo responde: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (II Co 9.7). Agora me diga: por que a Palavra de Deus não é suficiente para os ministros da atualidade? Por que eles não confiam n’Ela plenamente e fazem uso de constrangimentos e estratégias diversas? Veja Moisés na construção da tenda, ou Davi na construção do templo ou Paulo quando solicitou contribuição. Em nenhum desses casos as pessoas foram ameaçadas caso não quisessem contribuir. Nenhuma delas foi submetida a qualquer tipo de constrangimento. Ninguém foi convidado a ir embora caso não dizimasse ou ofertasse. Já pensou se Moisés dissesse: quem não quiser contribuir vá procurar outro Deus e outra nação para servir! Já pensou se Davi dissesse: quem não ofertar e dizimar, não terá acesso ao templo! Imagine só se Paulo dissesse: quem não der nada deverá procurar outra igreja! É óbvio que o nível atual dos ministros está a anos-luz de distância do apóstolo Paulo, mas isso não justifica eles agirem de forma tão vil e desprezível. Com isso não estou tirando a responsabilidade e o compromisso que a igreja tem de contribuir com a obra que ela mesma executa. E também não ignoro as inúmeras recompensas associadas com a prática de dizimar e ofertar. Quero apenas enfatizar que é antibíblico condicionar a permanência de uma pessoa numa igreja local ao dízimo e oferta dessa pessoa. Estou apenas mostrando que é desonesto constranger a igreja e colocar um jugo sobre ela. Quem deu a vida pela igreja e a gerou foi o Senhor Jesus. Só Ele tem o direito de se dirigir a ela em tom de autoritarismo.

É claro que há outros tipos de autoritarismos praticados frequentemente por certos indivíduos que se colocam acima da Palavra. Contudo, o que me motivou a escrever esse post se refere ao autoritarismo relacionado às doações da igreja.
O leitor não precisa ficar com medo nem ficar em pânico quando presenciar um autoritarismo e discordar dele. As ameaças de que você será punido se discordar visam apenas mantê-lo subjugado e alienado. Veja as cartas do apóstolo Paulo cuidadosamente. Deus fala com a igreja principalmente através das cartas do apóstolo Paulo. É óbvio que Ele pode falar com você através de qualquer texto bíblico, mas estou me referindo ao aspecto doutrinário. Você pode detectar facilmente uma manipulação bíblica adotando um critério simples: se um sujeito tenta estabelecer uma doutrina sem ter como principal fundamento as cartas de Paulo, saiba que provavelmente se trata de uma manobra.
Agora preciso fazer uma observação importante: eu creio que a prática de dízimos e ofertas se aplica à igreja, mas não da forma como se tem colocado. Acredito que você pode assumir um compromisso pessoal de oferecer a Deus não apenas 10% do seu salário, mas 20%, 30%, 40% etc., ou seja, o quanto Deus colocar em seu coração. Caso você não contribua segundo Deus indicou em seu coração, então neste caso você está roubando e usurpando o que não é seu (Mt 22.21; Ml 3.8). Nisso eu acredito.
Saiba caro leitor que Deus pode lhe pedir muito mais do que 10%. O assunto principal desse post não é dízimos e ofertas, é a tolice do autoritarismo. Portanto, não seja leviano e desonesto para usar o que escrevi aqui na tentativa de provar que a igreja não deve contribuir. Pelo contrário, o critério da contribuição voluntária está intimamente associado ao critério da excelência que Davi expressou em I Cr 21.24: “... quero comprá-lo pelo seu valor; pois não tomarei para o Senhor o que é teu, nem oferecerei holocausto que não me custe nada.” Além de Davi, temos o exemplo de Abel (Gn 4.1-5), as instruções de Malaquias (Ml 1.6-8,13,14), as palavras do nosso mestre Jesus (Mt 5.23,24; At 20.35), as contundentes afirmações do apóstolo da fé (Rm 15.27; I Co 9.1-14; Gl 6.6) etc. É lógico que a qualidade da oferta está intimamente ligada à dignidade da vida do ofertante. Mas certamente, há muita gente honesta e de caráter que se sente tentada a ofertar bem menos do que o seu coração indica. Além disso, sabemos que Deus não está à venda por causa de ofertas (I Sm 15.22,23). Você não compra o favor de Deus com gordura, presentes, bajulações, dízimos e ofertas. Com essas coisas você compra facilmente os homens e conquista posições de destaque rapidamente. No entanto, o fato de Deus não ser comprado por presentes, ofertas e dinheiro, não significa que você não deva contribuir com excelência. Há princípios universais e atemporais no Reino de Deus que superam as diferenças das ‘dispensações’ da Lei e da Graça. Contribuir financeiramente com excelência é um destes princípios.
A conclusão é: o autoritarismo dos tolos não tira a responsabilidade da igreja e nem o seu dever de contribuir com excelência. Paralelamente, o compromisso que a igreja tem de contribuir não dá direito aos tolos de serem autoritários. Os discursos ameaçadores feitos contra a igreja para garantir que os irmãos contribuam são totalmente desnecessários. Deseja ver a igreja contribuindo abundantemente? Basta supri-la espiritualmente. Uma igreja espiritualmente nutrida e assistida raramente irá recusar contribuir financeiramente de forma generosa.

Um abraço a todos e não se deixe oprimir pelos tolos.

Marconi BSC

domingo, 17 de maio de 2015

O problema da superstição




        Não é tarefa trivial abordar um assunto dessa natureza. A superstição é a cereja do bolo de quase todos os cristãos que conheço. É extremamente raro encontrar alguém que exerça sua fé de forma saudável sem recorrer aos artifícios da superstição.
        De maneira prática, a superstição pode ser definida como o ato de acreditar que algo é promovido por Deus quando na verdade Ele não tem participação nenhuma ou tem uma contribuição mínima. Quando atividades meramente naturais ou humanas recebem uma roupagem de ação divina, a superstição nasce. É a melhor estratégia para manter as pessoas dependentes de um sistema religioso e técnicas humanas são habilmente e frequentemente empregadas para isso.
        Contudo, o maior impacto é descobrir que na própria Bíblia, em particular, no Antigo Testamento, há uma grande influência do sentimento supersticioso dos hebreus. O texto bíblico onde praticamente não há qualquer vestígio de superstição (e é o mais seguro), são as cartas de Paulo.
        Para glorificar a Deus em sua vida não é necessário recorrer a esse tipo de artifício. Fé e superstição não tem relação nenhuma. Superstição é um sentimento humano, frágil e baseado em sentimentalismos. Se você confia em superstições, em algum momento sofrerá danos quando se deparar com a realidade dos fatos e da vida. O uso de superstições é a melhor estratégia para manipular fatos e informações reais e levar as pessoas a acreditarem em algo que não é verdade.
        O leitor deve estar atento que há uma gigantesca diferença entre a verdade e versões da verdade. As versões são elaboradas de acordo com o interesse subjetivo pessoal de cada um e obedece ao princípio da conveniência. O princípio da conveniência consiste em manipular fatos e informações, até mesmo textos bíblicos, sempre que for conveniente a interesses pessoais. É uma adaptação da verdade seguindo critérios meramente humanos. Normalmente essa prática é extremamente desonesta, pois priva as pessoas da verdade. Vamos a um exemplo simples.
        Certa vez ouvi um sujeito dizer que estava precisando de R$ 8.000,00 (oito mil reais). Segundo ele, apenas falando e declarando sua fé, conseguiu não apenas os oito mil, mas muito mais. O que há de errado nesse discurso? Não posso entrar em maiores detalhes, mas o indivíduo não contou que presta serviços para uma determinada empresa altamente lucrativa. O que ele estava fazendo era despertar nas pessoas um sentimento supersticioso, pois não contou detalhes reais sobre como obteve o dinheiro. Não foi apenas declarando! Imagina você descobrir que aquilo que todos acreditavam e diziam ser Deus foi algo meramente humano e natural sem intervenções divinas? Ou imagine ainda descobrir que certos fatos que disseram ter ocorrido de uma forma aconteceu na verdade de outra bem diferente? É bem melhor continuar no mundo da fantasia se iludindo. Inevitavelmente, temos que concordar com Cypher, personagem de Matrix:


         Para evitar experiências dolorosas, sugiro ao leitor que use como sua maior referência as cartas do apóstolo Paulo. Você notará rapidamente que o foco de Paulo é o caráter e a dignidade da vida cristã. As doutrinas constituem o segundo foco. Paulo não tem nada de supersticioso, nem de manipulador e não é sensacionalista. Notavelmente, ele sempre priorizava a transparência (II Co 1.12; 4.2; I Tm 1.5,19; II Tm 1.3), sem adulterar (manipular) a Palavra de Deus. De início é bem difícil se livrar da superstição, mas com o tempo se torna mais fácil.
        Um abraço a todos!

Marconi BSC