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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A insanidade ateísta – Parte III








     Frequentemente, os ateus ostentam uma postura arrogante e ilusória de suposta superioridade intelectual em relação aos cristãos. O comportamento infantil deles os leva a crer que o simples fato de recusarem a ideia de um ser divino os põe numa condição superior. O detalhe é que a afirmação fundamental do ateísmo, ‘Deus não existe’, é completamente destituída de racionalidade, sobretudo quando se constata que eles não sabem nada do que afirmam ter tanta certeza.
     A ausência da racionalidade no argumento ateísta é simples: eles não sabem definir Deus e nem sabem esclarecer o que significa existir. Peça a qualquer ateu da geração toddynho para apresentar uma definição clara de Deus e de existir e você terá argumentos tolos e pueris. A maioria desses “ateus” não sabem nada de filosofia e teologia, nem mesmo de física, química, matemática, biologia, teoria da informação etc. Como alguém pode fazer uma afirmação extremamente profunda como “Deus não existe” com arrogância, presunção e empáfia, sem sequer saber definir Deus ou existir? Nós cristãos afirmamos que Deus existe, porém sem a mesma vanglória dos ateus.
Isso não é culpa dos ateuzinhos geração toddynho. Nos dias atuais, ser ateu é chique, está na moda. E um dos maiores promovedores dessa moda é Richard Dawkins. Ninguém nega que Dawkins é um biólogo competente, mas em termos de assuntos teológicos e filosóficos, ele é um completo e absoluto desastre. Típico de ateus como ele que acham que podem falar de um assunto por terem conhecimento em outro. Um ateu sofisticado e honesto jamais seria tão infantil como o Dawkins e Cia. A geração todynho dos ateus parece mais um movimento financiado, são na verdade ativistas anticristãos. O próprio Dawkins que pousa de intelectualmente superior, não sabe definir Deus e nem sabe muito menos o que significa existir.
Curiosamente, mesmo sem saberem, a principal afirmação dos ateus parece está correta. De fato, aparentemente Deus não existe. O que existe é o universo e tudo o que ele contém, incluindo o fenômeno da vida. Porém, Deus é. Ele não existe, Ele é. O conceito de existir passa muito longe da essência divina. A melhor forma de descrever o Seu estado de Ser, é aquela que Ele mesmo usou para responder a Moisés: ​​Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? ​​Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros”. (Êx 3.13,14) Deus é!
     Como um Ser sem início e sem fim pode se autodefinir ao ser humano de maneira compreensível? Deus é ontem, Deus é hoje e Deus é amanhã. Ele é antes, durante e depois do espaço e do tempo. Ele é fora do tempo. Lógico, a geração toddynho não entende metade dessas informações. O exibicionismo ateísta nada mais é do que pura infantilidade. Na verdade, a maioria dos ateus é intelectualmente irrelevante, especialmente a geração toddynho.
     Portanto, não se intimide com algum ateu que exibe uma falsa postura de superioridade intelectual. Um diploma não significa praticamente nada, especialmente numa cultura que faz o indivíduo supor que possui autoridade em um tema quando sua formação é em outro.
     Não dá pra encerrar esse post de outra maneira, a não ser com as Escrituras:
“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.”
Sl 53.1



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Celebridades do mundo gospel: 1º podcast do Pensando a Verdade




       Depois de mais de três anos desejando, finalmente conseguimos gravar o primeiro podcast do Pensando a Verdade. A ocasião em que tivemos tempo de gravar o podcast coincidiu com as recentes e polêmicas declarações do cantor gospel Thalles Roberto. Não era esse o tema que tínhamos proposto para o nosso primeiro podcast, mas foi extremamente oportuno.
O foco desse primeiro podcast não é Thalles Roberto em si, mas suas equivocadas declarações que servem de diagnóstico do estado delicado em que se encontram as celebridades do mundo gospel. Não é nosso objetivo julgar o cantor Thalles e nem encorajar ninguém a fazer isso. Devemos julgar as profecias e não os profetas (I Jo 4.1). Analisar o conteúdo daquilo que é dito seja por celebridades do mundo gospel seja por qualquer outra pessoa não é o mesmo que julgá-las.
A ideia é instigar o leitor a analisar cuidadosamente o conteúdo daquilo que ouve e vê.











domingo, 26 de julho de 2015

Pastores esquerdopatas - Pr. Silas Malafaia comenta





sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ainda sobre superstição









        Neste excelente vídeo, o Dr. William Lane Craig disserta a respeito de alguns aspectos extremamente relevantes a respeito de Deus. Dentre eles, destaco os conceitos da providência ordinária e da extraordinária, ambas oriundas do Criador.
        A partir do discurso do Dr. William Lane Craig, é possível inferir um conceito apropriado de superstição. Nesse contexto, a superstição pode ser entendida como interpretar todas as ações de Deus como providências extraordinárias, mesmo aquelas que são declaradamente ordinárias. O comportamento supersticioso é achar que Deus está agindo sempre de forma sobrenatural, quando na verdade Ele está agindo dentro dos parâmetros que Ele mesmo estabeleceu para o funcionamento normal da realidade. Não estou afirmando que Ele não age de modo sobrenatural, estou dizendo que considerar TODAS as Suas ações como sobrenaturais é superstição e sensacionalismo.
        Vejamos se consigo ser mais claro. Do meu ponto de vista, tenho uma impressão de que Deus dispôs na própria estrutura da realidade, todos os recursos necessários para que o homem tenha uma vida plena (do ponto de vista natural). Nesse sentido, a pesquisa científica ganha uma conotação de destaque para descobrir e usar esses recursos ao seu favor. Já passei pela dolorosa experiência de ver pessoas de Deus morrendo vítimas de enfermidades. Em função disso, pensei que se a medicina já dispusesse de tratamentos eficientes, pessoas maravilhosas ainda estariam entre nós e produzindo muito para o Reino de Deus. Aqui é onde quero chegar. Um comportamento supersticioso ignora completamente que a bondade de Deus também se manifesta na ausência de eventos sobrenaturais e miraculosos. Também é Deus quando a cura de novas doenças são descobertas, quando a desigualdade é reduzida, quando menos pessoas sofrem, quando as guerras diminuem etc.
A providência ordinária do Criador está em constante evidência. O detalhe importante é que nesta providência, a participação e a contribuição humana são enormes. É por isso que o supersticioso a ignora e a subestima. Pergunto ao leitor: devemos aguardar da igreja ou da medicina a cura de várias doenças? Não ignoro que no seio da igreja, milhares de pessoas são genuinamente curadas de doenças que até o presente momento não tem cura. Porém, deve a medicina cruzar os braços e parar de desenvolver pesquisas e depender da igreja? Esse mesmo raciocínio se aplica às diversas áreas do conhecimento humano.
Qual é, portanto, a contribuição da igreja? Certamente, espiritual. As palavras do apóstolo da fé resumem o que digo: “Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.” (I Co 1.22-24) O foco da igreja é e deve ser Cristo. Sua contribuição é e deve ser espiritual. Igreja não é ONG! Da mesma forma que a humanidade precisa da cura de doenças, ela também necessita de perdão de pecados, de paz espiritual, de comunhão com Deus, do alimento sólido da Palavra de Deus etc. É aí que entra a igreja. Mas isso é assunto para outro post. :-)

Um abraço a todos.

Marconi BSC



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Another Brick In The Wall - Outro tijolo na parede



Autoritarismo nunca mais!!!







Another Brick In The Wall

When we grew up and went to school
There were certain teachers who would
Hurt the children in any way they could


By pouring their derision
Upon anything we did
And exposing every weakness
However carefully hidden by the kids
But in the town it was well known
When they got home at night
Their fat and psychopathic wives
would thrash them
Within inches of their lives



We don't need no education
We dont need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall


We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave us kids alone
Hey! Teachers! Leave us kids alone!
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall
Outro tijolo na parede

Quando crescemos e fomos à escola
Havia certos professores que
Machucaram as crianças da forma que eles podiam


Despejando escárnio
Sobre tudo o que fazíamos
E expondo todas as fraquezas
Mesmo que escondidas pelas crianças
Mas na cidade era bem sabido
Que quando eles chegavam em casa à noite
Suas esposas, gordas psicopatas,
batiam neles
Quase até a morte



Não precisamos de nenhuma educação
Não precisamos de controle mental
Chega de humor negro na sala de aula
Professores, deixem as crianças em paz
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz!
Tudo era apenas outro tijolo no muro
Todos são somente outro tijolo na parede


Não precisamos de nenhuma educação
Não precisamos de controle mental
Chega de humor negro na sala de aula
Professores, deixem as crianças em paz
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz!
Tudo era apenas outro tijolo no muro
Todos são somente outro tijolo na parede




Fonte: http://www.vagalume.com.br/pink-floyd/another-brick-in-the-wall-traducao.html




Legendado




segunda-feira, 18 de maio de 2015

(Mais uma vez:) Autoridade não é autoritarismo!!! (q saco ter que tocar nesse assunto de novo...)



... e acho que não será a última vez :(


        É chato ter que escrever aqui no blog mais um desabafo sobre esse assunto. Naturalmente, preciso me conter para não cometer nenhum exagero tolo similar àquele que presenciei em um sujeito e que me motivou a escrever esse texto.
        Não é difícil separar autoridade de autoritarismo. Se submeter à autoridade é bíblico (Rm 13.1-7), mas se submeter ao autoritarismo é ingenuidade e omissão (At 4.18-20; 5.27-29). Lamentavelmente, é com certa frequência que líderes religiosos abusam de autoritarismo, submetem a igreja a constrangimentos públicos desnecessários e cobram dela mais do que deve.
        Recentemente, tive o desprazer de presenciar um sujeito que pelo simples fato de ser usado por Deus, se julga no direito de colocar um fardo pesado sobre a igreja e um sentimento de condenação totalmente desonesto. Não é à toa que estas pessoas rejeitam a graça genuína do Senhor Jesus, simplesmente por que a graça pura sem misturas é totalmente inadequada aos sistemas religiosos e à vaidade humana.
        O gatilho que disparou meu limite de tolerância foi ouvir que para uma pessoa fazer parte de uma certa igreja ela deve obrigatoriamente dar o dízimo. E se ela não quiser dar o dízimo, deve procurar outra igreja, pois o irmão não pode usufruir de uma boa estrutura se não quiser pagar para tal. Agora imagine ouvir uma patacoada dessas num tom de absoluto autoritarismo como se o sujeito fosse o dono da igreja e o dono do dinheiro das pessoas. Obviamente a maioria das pessoas na igreja é indefesa a esse tipo de argumento e postura. É aí que vem minha intervenção: como é possível alguém aparentemente honesto fazer uso de um artifício tão desprezível para garantir que sua igreja dê o dízimo sem questionar? Onde está escrito na Bíblia que para congregar em uma igreja local eu devo ser constrangido e obrigado a dizimar ali sob a ameaça de ser expulso daquele lugar?
        Fico imaginando que em pouco tempo, para entrar numa congregação e cultuar a Deus, nós teremos que pagar ingresso, muito similar quando a gente vai ao cinema (teatro, show etc.). E o valor do ingresso irá variar de acordo com a estrutura do templo: se tiver condicionador de ar, cadeiras confortáveis, bebedouro etc. o ingresso vai ser bem mais caro. O valor vai mudar também de acordo com o lugar que você escolher: camarote vai custar o ‘vízimo’ (20%)! Outra variação de preço: se tiver um pregador conhecido internacionalmente, você deverá desembolsar o ‘trízimo’ (30%) para cultuar. Outras variações de preço serão engenhosamente inventadas por essa galera!
        Vamos dar uma breve olhada na Bíblia para saber como a igreja relaciona seu dinheiro com Deus e vice-versa. Porém, devo fazer uma observação clara: eu não sou um malabarista teológico! Não manipulo as Escrituras em causa própria, aceito o Seu conteúdo como é, sem acréscimos, sem reduções, sem deturpações autoritárias. Não faço a Bíblia dizer uma coisa que ela não está dizendo apenas para tirar vantagem. Com isso em mente, vejamos os textos a seguir:
- At 4.32-5.11: esse registro mostra o estilo de vida da igreja em Jerusalém e como era a relação deles com o dinheiro. Naturalmente, isso é um relato de como eles agiam, não é um mandamento! Serve como modelo, referência. Deus não exige que você venda tudo que possui para dar na igreja. Ele também não exigiu isso da igreja em Atos, foi uma demonstração voluntária e espontânea de amor. Além disso, os contextos são totalmente diferentes. Não se observa nenhum dos apóstolos submetendo qualquer pessoa a constrangimentos públicos ou exigindo a cobrança de algum imposto. Isso é provado quando Ananias e Safira mentem. A resposta de Pedro é genial: “Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder?” O que Pedro estava dizendo era: o dinheiro era seu, a propriedade era sua e ninguém constrangeu vocês a nada. Não precisava mentir ao Espírito Santo. Os autoritários só usam esse texto para causar terror na igreja e ameaçá-la caso ela não dê dízimos e ofertas. Eles não falam que a causa da morte não foi a recusa em dar ofertas ou dízimos, mas a mentira para tirar alguma vantagem. Ananias e Safira estavam tentando, provavelmente, comprar um lugar no ministério, exatamente como ocorre hoje em dia. Eles trataram a unção sagrada do ministério com desprezo como fez Simão (At 8.9-25). Note: se eles não tivessem vendido a propriedade ou se tivessem gastado o dinheiro com outra coisa, provavelmente eles não teriam sido julgados. Ou seja, neste caso, era melhor não ter dado nada. Eles não morreram por que se recusaram a dar, morreram por que zombaram da unção, dos apóstolos e do sagrado ministério. Já imaginou se hoje em dia todo mundo que faz algo semelhante morresse? Eles não foram julgados porque deram ou porque deixaram de dar, foram julgados pela enorme leviandade com que trataram a unção. Eles estavam tentando mercadejar a fé e negociar com os valores espirituais do Reino de Deus.
Mt 10.8: esse é um tipo de Palavra que dificilmente você ouvirá hoje em dia. Naturalmente, ela não tira a responsabilidade da igreja sustentar seus ministros (Nm 18.8-32; Dt 18.1; Lc 10.7; Rm 15.27; I Co 9.1-15; II Co 11.7-15; Gl 6.6; Fl 4.14-19; I Ts 2.7-10; II Ts 3.6-12; I Tm 5.17,18; II Tm 2.6), mas coloca um ponto de equilíbrio nessa questão. Isso não dá aos ministros o direito de serem autoritários e opressores diante de um povo indefeso (I Pe 5.1-4). Engenhosamente as pessoas estão desenvolvendo mecanismos e estratégias para extrair uma quantia sempre maior da igreja.
- II Co 2.17: mercadejar a Palavra de Deus é transformá-La em uma mercadoria, é submetê-La a negociações, é fazer um comércio altamente lucrativo com Ela. Um ministro deve tirar seu sustento do sagrado ministério, isso é incontestável. Contudo, mercadejar a Palavra é totalmente reprovável diante de Deus.
- II Co 9.6-15; Pv 11.24-26; Êx 35.4-36.7; I Cr 29.11-18: sabe qual é o critério pelo qual a igreja deve contribuir? Paulo responde: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (II Co 9.7). Agora me diga: por que a Palavra de Deus não é suficiente para os ministros da atualidade? Por que eles não confiam n’Ela plenamente e fazem uso de constrangimentos e estratégias diversas? Veja Moisés na construção da tenda, ou Davi na construção do templo ou Paulo quando solicitou contribuição. Em nenhum desses casos as pessoas foram ameaçadas caso não quisessem contribuir. Nenhuma delas foi submetida a qualquer tipo de constrangimento. Ninguém foi convidado a ir embora caso não dizimasse ou ofertasse. Já pensou se Moisés dissesse: quem não quiser contribuir vá procurar outro Deus e outra nação para servir! Já pensou se Davi dissesse: quem não ofertar e dizimar, não terá acesso ao templo! Imagine só se Paulo dissesse: quem não der nada deverá procurar outra igreja! É óbvio que o nível atual dos ministros está a anos-luz de distância do apóstolo Paulo, mas isso não justifica eles agirem de forma tão vil e desprezível. Com isso não estou tirando a responsabilidade e o compromisso que a igreja tem de contribuir com a obra que ela mesma executa. E também não ignoro as inúmeras recompensas associadas com a prática de dizimar e ofertar. Quero apenas enfatizar que é antibíblico condicionar a permanência de uma pessoa numa igreja local ao dízimo e oferta dessa pessoa. Estou apenas mostrando que é desonesto constranger a igreja e colocar um jugo sobre ela. Quem deu a vida pela igreja e a gerou foi o Senhor Jesus. Só Ele tem o direito de se dirigir a ela em tom de autoritarismo.

É claro que há outros tipos de autoritarismos praticados frequentemente por certos indivíduos que se colocam acima da Palavra. Contudo, o que me motivou a escrever esse post se refere ao autoritarismo relacionado às doações da igreja.
O leitor não precisa ficar com medo nem ficar em pânico quando presenciar um autoritarismo e discordar dele. As ameaças de que você será punido se discordar visam apenas mantê-lo subjugado e alienado. Veja as cartas do apóstolo Paulo cuidadosamente. Deus fala com a igreja principalmente através das cartas do apóstolo Paulo. É óbvio que Ele pode falar com você através de qualquer texto bíblico, mas estou me referindo ao aspecto doutrinário. Você pode detectar facilmente uma manipulação bíblica adotando um critério simples: se um sujeito tenta estabelecer uma doutrina sem ter como principal fundamento as cartas de Paulo, saiba que provavelmente se trata de uma manobra.
Agora preciso fazer uma observação importante: eu creio que a prática de dízimos e ofertas se aplica à igreja, mas não da forma como se tem colocado. Acredito que você pode assumir um compromisso pessoal de oferecer a Deus não apenas 10% do seu salário, mas 20%, 30%, 40% etc., ou seja, o quanto Deus colocar em seu coração. Caso você não contribua segundo Deus indicou em seu coração, então neste caso você está roubando e usurpando o que não é seu (Mt 22.21; Ml 3.8). Nisso eu acredito.
Saiba caro leitor que Deus pode lhe pedir muito mais do que 10%. O assunto principal desse post não é dízimos e ofertas, é a tolice do autoritarismo. Portanto, não seja leviano e desonesto para usar o que escrevi aqui na tentativa de provar que a igreja não deve contribuir. Pelo contrário, o critério da contribuição voluntária está intimamente associado ao critério da excelência que Davi expressou em I Cr 21.24: “... quero comprá-lo pelo seu valor; pois não tomarei para o Senhor o que é teu, nem oferecerei holocausto que não me custe nada.” Além de Davi, temos o exemplo de Abel (Gn 4.1-5), as instruções de Malaquias (Ml 1.6-8,13,14), as palavras do nosso mestre Jesus (Mt 5.23,24; At 20.35), as contundentes afirmações do apóstolo da fé (Rm 15.27; I Co 9.1-14; Gl 6.6) etc. É lógico que a qualidade da oferta está intimamente ligada à dignidade da vida do ofertante. Mas certamente, há muita gente honesta e de caráter que se sente tentada a ofertar bem menos do que o seu coração indica. Além disso, sabemos que Deus não está à venda por causa de ofertas (I Sm 15.22,23). Você não compra o favor de Deus com gordura, presentes, bajulações, dízimos e ofertas. Com essas coisas você compra facilmente os homens e conquista posições de destaque rapidamente. No entanto, o fato de Deus não ser comprado por presentes, ofertas e dinheiro, não significa que você não deva contribuir com excelência. Há princípios universais e atemporais no Reino de Deus que superam as diferenças das ‘dispensações’ da Lei e da Graça. Contribuir financeiramente com excelência é um destes princípios.
A conclusão é: o autoritarismo dos tolos não tira a responsabilidade da igreja e nem o seu dever de contribuir com excelência. Paralelamente, o compromisso que a igreja tem de contribuir não dá direito aos tolos de serem autoritários. Os discursos ameaçadores feitos contra a igreja para garantir que os irmãos contribuam são totalmente desnecessários. Deseja ver a igreja contribuindo abundantemente? Basta supri-la espiritualmente. Uma igreja espiritualmente nutrida e assistida raramente irá recusar contribuir financeiramente de forma generosa.

Um abraço a todos e não se deixe oprimir pelos tolos.

Marconi BSC

domingo, 17 de maio de 2015

O problema da superstição




        Não é tarefa trivial abordar um assunto dessa natureza. A superstição é a cereja do bolo de quase todos os cristãos que conheço. É extremamente raro encontrar alguém que exerça sua fé de forma saudável sem recorrer aos artifícios da superstição.
        De maneira prática, a superstição pode ser definida como o ato de acreditar que algo é promovido por Deus quando na verdade Ele não tem participação nenhuma ou tem uma contribuição mínima. Quando atividades meramente naturais ou humanas recebem uma roupagem de ação divina, a superstição nasce. É a melhor estratégia para manter as pessoas dependentes de um sistema religioso e técnicas humanas são habilmente e frequentemente empregadas para isso.
        Contudo, o maior impacto é descobrir que na própria Bíblia, em particular, no Antigo Testamento, há uma grande influência do sentimento supersticioso dos hebreus. O texto bíblico onde praticamente não há qualquer vestígio de superstição (e é o mais seguro), são as cartas de Paulo.
        Para glorificar a Deus em sua vida não é necessário recorrer a esse tipo de artifício. Fé e superstição não tem relação nenhuma. Superstição é um sentimento humano, frágil e baseado em sentimentalismos. Se você confia em superstições, em algum momento sofrerá danos quando se deparar com a realidade dos fatos e da vida. O uso de superstições é a melhor estratégia para manipular fatos e informações reais e levar as pessoas a acreditarem em algo que não é verdade.
        O leitor deve estar atento que há uma gigantesca diferença entre a verdade e versões da verdade. As versões são elaboradas de acordo com o interesse subjetivo pessoal de cada um e obedece ao princípio da conveniência. O princípio da conveniência consiste em manipular fatos e informações, até mesmo textos bíblicos, sempre que for conveniente a interesses pessoais. É uma adaptação da verdade seguindo critérios meramente humanos. Normalmente essa prática é extremamente desonesta, pois priva as pessoas da verdade. Vamos a um exemplo simples.
        Certa vez ouvi um sujeito dizer que estava precisando de R$ 8.000,00 (oito mil reais). Segundo ele, apenas falando e declarando sua fé, conseguiu não apenas os oito mil, mas muito mais. O que há de errado nesse discurso? Não posso entrar em maiores detalhes, mas o indivíduo não contou que presta serviços para uma determinada empresa altamente lucrativa. O que ele estava fazendo era despertar nas pessoas um sentimento supersticioso, pois não contou detalhes reais sobre como obteve o dinheiro. Não foi apenas declarando! Imagina você descobrir que aquilo que todos acreditavam e diziam ser Deus foi algo meramente humano e natural sem intervenções divinas? Ou imagine ainda descobrir que certos fatos que disseram ter ocorrido de uma forma aconteceu na verdade de outra bem diferente? É bem melhor continuar no mundo da fantasia se iludindo. Inevitavelmente, temos que concordar com Cypher, personagem de Matrix:


         Para evitar experiências dolorosas, sugiro ao leitor que use como sua maior referência as cartas do apóstolo Paulo. Você notará rapidamente que o foco de Paulo é o caráter e a dignidade da vida cristã. As doutrinas constituem o segundo foco. Paulo não tem nada de supersticioso, nem de manipulador e não é sensacionalista. Notavelmente, ele sempre priorizava a transparência (II Co 1.12; 4.2; I Tm 1.5,19; II Tm 1.3), sem adulterar (manipular) a Palavra de Deus. De início é bem difícil se livrar da superstição, mas com o tempo se torna mais fácil.
        Um abraço a todos!

Marconi BSC

domingo, 29 de março de 2015

O Jesus que a gente não quer enxergar





     
      O Jesus que a gente não quer enxergar é exatamente o mesmo apresentado na Bíblia. O nosso problema é que queremos que Ele seja mais espiritual do que Ele realmente foi. Por pura religiosidade e conservadorismo humano, evitamos falar dos posicionamentos altamente provocantes adotados por Jesus. Se Ele viesse atualmente, escandalizaria muitos do mesmo modo que escandalizou em Seu tempo de peregrinação na Terra. Ele foi um provocador nato. Não aceitava o falso sentimento religioso disfarçado de espiritualidade e sempre confrontava os fariseus. Ele foi polêmico por natureza. Considere os muitos exemplos a seguir:
-     Jo 2.18-22: em uma de Suas primeiras provocações registradas por João, o Mestre dos mestres desafia os judeus a derrubarem o templo para que Ele o erga em três dias. Embora saibamos que se tratava do Seu corpo, na ocasião Jesus não deu nenhuma pista dessa possibilidade. Mesmo os discípulos não compreendiam Sua linguagem.
-     Jo 6.51-66: essa é uma das mais chocantes provocações de Jesus. A ideia de comer carne para o judeu já era difícil de assimilar, imagine comer a carne de um homem e beber o seu sangue!!! Apesar de Sua linguagem metafórica, não se observa Jesus preocupado com as interpretações. Parece que Ele queria exatamente isso, provocar nos judeus um choque. Ele conseguiu!
-     Jo 8.51-59: nesse momento os judeus perderam totalmente a paciência. Jesus foi tão radical que eles queriam matá-Lo apedrejado. Seria mais simples se Jesus explicasse o que dizia, mas não. Sua atitude era intencional, não era fortuita. Ele poderia usar uma linguagem mais acessível aos ouvintes, porém preferiu o caminho mais delicado. Isso não foi acidente!
-     Jo 9.1-34; 10.19-21: a cura de um homem cego num dia de sábado causou um rebuliço medonho! A reação dos religiosos é sempre previsível: reprovação. Pessoas religiosas reprovam tudo que sai do padrão humano conservador. Como pode um homem de Deus curar alguém no sábado? Dessa vez a provocação de Jesus não foi através de Palavras, mas de ações.
-     Jo 10.29-42: essa é a primeira vez que os judeus entenderam as Palavras de Jesus e por essa compreensão eles queriam novamente apedrejá-Lo. Por se colocar na categoria de Filho de Deus, Ele se torna igual a Deus, pois o que distingue um pai de um filho é apenas autoridade, ambos são da mesma espécie. E Jesus responde com uma pérola!

Ainda há muitas outras ocasiões em que Jesus provocou os fariseus: Mt 15.1-20; 21.23-27; 21.33-46; 22.41-46; Mc 11.15-18; Lc 4.23-30; 13.10-17. Há outras além destas que são mais sutis, mas não deixam de ser provocações. Com isso quero mostrar ao leitor que uma imagem franciscana de Jesus não corresponde à verdade! Ele não foi espiritual por ser carismático, Ele foi espiritual sendo chocante e provocativo. Esse era o Seu modo, mas não significa necessariamente que deva ser o nosso. É uma questão de personalidade (e não de caráter).
Você pode crescer muito mais espiritualmente quando se livra das garras da religião e das ferramentas ineficazes que ela te oferece. O problema é que isso custa muito caro. Infelizmente, a maioria das pessoas vai passar sua vida inteira limitada ao que diz o pensamento religioso, longe das insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3.8). Porém, você deve saber que a graça não veio para limitar sua vida, mas para expandi-la. Ela não veio para retirar, mas para acrescentar. Descubra isso em Deus!

Um abraço a todos!

Marconi BS Costa

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Exagerar princípios bíblicos




        Essa é uma prática muito comum, embora passe totalmente despercebida mesmo por aqueles que a praticam. Exagerar princípios bíblicos é fazer as pessoas acreditarem que a prática de tais princípios produz um resultado muito maior do que aquele que a própria Bíblia promete. Normalmente o que leva os pregadores a exagerarem princípios bíblicos é alguma necessidade momentânea que consideram urgente. Por exemplo, se uma igreja estiver com dificuldades financeiras, é provável que seus ministros sejam levados (conscientes ou inconscientemente) a falarem de modo exagerado sobre dízimos e ofertas, fazendo seus ouvintes acreditarem que ao darem dízimos e ofertas terão recompensas muito maiores do que as mencionadas no próprio Evangelho. Por outro lado, o exagero também pode ser expresso na forma de ameaças aterrorizantes.
A boa notícia em relação a isso é que na maioria dos casos esse comportamento é inconsciente. Por força das circunstâncias, os ministros perdem o equilíbrio e a serenidade e acabam forçando a barra com a igreja. A má notícia é que mesmo sendo inconsciente, essa prática é reprovada por Deus. Veja o que Ele diz em Jr 23.28: O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? – diz o Senhor. Esse texto é perfeito para o que estou tratando. Primeiro Deus afirma que o sujeito que tiver um sonho, conte-o apenas como sonho, i.e., não invente e não conte como se fosse uma fantástica revelação ou como se fosse uma mensagem celestial. Seja honesto consigo mesmo e com os demais. Particularmente, já vi muitos ‘profetas’ tendo sonhos com ‘revelações’ extraordinárias e hilárias. A mania dos religiosos é sempre apelar pra vaidade humana aumentando as coisas que vê e ouve, atribuindo a Deus supostas revelações que Ele não tem nada haver. Na próxima vez que você tiver um sonho, tenha mais cuidado e não seja sensacionalista.
Na segunda parte do texto em Jr 23.28, Deus recomenda aos portadores da Sua Palavra que falem a Palavra com verdade. Ou seja, é possível falar a Palavra de modo desonesto. É possível inventar, aumentar, exagerar, diminuir, distorcer e adaptar a Palavra aos interesses pessoais. É por isso que Deus recomenda: fale a minha palavra com verdade. Falar a Palavra com verdade é falar exatamente como Ela é, sem acréscimos e sem reduções. É não forçá-La em qualquer direção. É aceitá-La em Sua plenitude, sem mudanças e adaptações. E Deus coroa a mensagem com a seguinte pergunta: Que tem a palha com o trigo? A palha é a tolice humana que interfere no verdadeiro conteúdo da Palavra e adapta seu conteúdo a interesses pessoais subjetivos. O trigo é a Palavra em seu estado puro e genuíno, sem mescla com a religião. Que relação há entre o trigo genuíno da Palavra com a palha dos exageros e das tolices humanas? NENHUMA! Ou seja, Deus não pode ser responsabilizado pelos equívocos humanos.
Só há uma forma dos ministros não cometerem exageros com a Palavra: confiando n’Ela de modo incondicional. Normalmente, você só comete esses erros humanos quando sua fé não está plenamente desenvolvida. Se você confiar em Deus e em Sua Palavra da maneira que merecem, jamais usará artifícios espúrios para tirar vantagens no Reino de Deus. Jamais recorrerá a malabarismos teológicos. A dignidade do Evangelho exige um padrão moral muito elevado e até certo ponto é compreensível que a maioria das pessoas esteja muito aquém deste padrão, até mesmo entre ministros e pregadores. Por outro lado, muitas vezes quando você pratica a Palavra de Deus e vive em Seu mais alto padrão, pode ter uma estranha sensação de que não vale a pena ou de que suas expectativas serão frustradas. Mas é uma sensação passageira e a perseverança irá lhe mostrar preciosas e valiosíssimas realidades acerca do modus operandi divino. Boa sorte em sua jornada.
Um abraço a todo


Marconi BS Costa