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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Cemitério de Missionários







Uma análise do não-ambiente missionário da grande maioria de nossas igrejas e lares

Por João Luiz Santiago

Li há meses o relato de um missionário discorrendo sobre as dificuldades de seu ministério na Ásia. Ele atua num país islâmico que, apesar de não completamente fechado ao evangelho, há muitas desistências de obreiros em face das dificuldades encontradas. A região é considerada, em meios missionários, como “cemitério de obreiros” ou “cemitério de missionários”. Sabe-se também de realidades semelhantes em alguns países da América Latina.

Que interessante isso, denominarmos uma região ou área ministerial como “cemitério de missionários” devido às agruras e dificuldades do trabalho. É assim denominada porque muitos obreiros voltam prematuramente do campo, como que mortificando, assim, sua vocação ministerial missionária naquele lugar.

Realmente, a falta de frutos, perseguições, antipatias variadas, sacrifícios pessoais e familiares, etc. são elementos de desânimo e retorno prematuro do campo.

Motivado por isso, gostaria aqui de fazer uma reflexão a respeito.

Entre os indígenas das selvas amazônicas há uma experiência assemelhada, eu diria. Por exemplo, nossos filhos, em nossa experiência ministerial, e de muitos colegas que atuam entre povos indígenas isolados, deixaram de ter o convívio dos parentes, encontros familiares, datas especiais, etc. Nova língua (aliás, duas em nosso caso), cultura (idem), etc. foram desafios no norte do Brasil para nossa família, com uma diferença: sem os confortos de uma cidade e seus recursos e entretenimentos, mas em duas casas isoladas. Uma totalmente de madeira, fincada, literalmente, no meio da selva (1 hora e 15 min. de vôo da cidade sede da Missão!), e a outra de pau-a-pique (feita de madeira, barro e areia) nas frias serras ao lado do Monte Roraima. Naquela, água só do rio ou da chuva e, nesta, do poço. Banho? no rio ou de chubalde…

Privações e vida simples foram comuns para nossa família, assim como o é para muitos missionários entre povos indígenas do Brasil, por exemplo. Obviamente, há também muitas vezes certas animosidades por parte do povo alvo, assim como perseguições variadas em suas sutilezas e metodologias oriundas de ONGs de “defesa dos direitos humanos”, órgãos oficiais e outros interesses bastante fortes como os de garimpeiros, madeireiros, fazendeiros, grileiros, etc.

Infelizmente, eu e minha esposa não pudemos ver de forma mais clara, enquanto no campo, o resultado do trabalho de nossas mãos. Outros colegas colheram e estão colhendo, o que outrora fora semeado, o que nos causa grande alegria. Que maravilha ouvirmos de muitos obreiros atuais que estão batizando aqueles que têm entregado suas vidas a Jesus; eu não tive o privilégio de batizar nenhum dos indígenas com os quais trabalhei por 14 anos. Louvado seja o Senhor!!! Aleluias pelo que tem acontecido atualmente, e já há alguns anos.

Pois é, essa é a realidade; é o ministério missionário entre indígenas amazônicos: sacrifícios, isolamento, perseguições, privações, comidas diferentes, insetos, animais peçonhentos, malária, rios encachoeirados, perigos mil… Tudo isso é parte do dia-a-dia de obreiros nas selvas. É inerente ao ministério, pura e simplesmente.

Mas espere! Na verdade, que sacrifícios são estes comparados aos pioneiros que desbravaram há cinquenta, setenta anos atrás aquelas selvas, se embrenhando por elas? Que sacrifícios são estes comparados ao esvaziamento de Jesus quando veio e habitou entre nós???

A expressão, “cemitério de missionários” é mais uma daquelas expressões que em nada contribui para o reino ou para novos missionários se juntarem à tarefa, seja em que campo de atuação for. Conheci obreiros que trabalharam com povos indígenas e que saíram do trabalho frustrados, tristes, desanimados, etc. e nem por isso há um cemitério de missionários nas selvas amazônicas. Aliás, considerando o ministério entre os indígenas do Brasil, especialmente da região da Amazônia Legal, poderíamos tomar emprestada esta expressão para fazer referência às dificuldades, limitações, sacrifícios e outras muitas palavras que descrevem os contextos ministeriais adversos entre esses povos que ali vivem. Mas isso seria bobagem!

A expressão “cemitério de missionários” para que serve??? Serve apenas para o contraproducente, o repelir novos obreiros; serve apenas para afagar a auto comiseração de muitos obreiros, ou o ego de missionários “Indiana Jones” às avessas. Bobagem!

Os cemitérios de missionários, se é que vamos usar tal expressão sensacionalista, estão muito longe dos campos onde os obreiros atuam, seja em que continente for. Cemitério de missionários são púlpitos estéreis de desafios missionários. São púlpitos covardes que não confrontam os membros da igreja para o envolvimento em missões. Isto sim, poderíamos chamar de cemitério de missionários.

Cemitério de missionários são pais egoístas que não liberam seus filhos e filhas para o serviço de Deus. Cemitério de missionários são pastores pequenos, fracos, covardes que não são capazes de abrir a Palavra e afirmar “… assim diz o Senhor…” sobre a necessidade de mais obreiros transculturais.

Cemitério de missionários são escolas de formação teológica onde a teologia é motivo de afastamento dos futuros formandos dos campos. É sabido, e tristemente atestado, que muitos alunos iniciantes sofrem de um acentuado arrefecimento de sua visão e vocação ministeriais missionárias à medida que avançam em seus estudos teológicos. São alvos (eu diria, vítimas) de professores que atribuem à teologia, ou a carreira ministerial, como ascensão acadêmico-social, um quase “plano de carreira academicista”. Por esta razão muitos egressos dessas escolas nem pensam em sair de um grande ou médio centro para plantação de igreja em regiões necessitadas. Nem mesmo pastorear um grupo menor ou mais afastado. Missões de ponta de lança? Nem pensar em tal coisa!!! São obreiros nati-mortos em termos missionários; isto, sim, é cemitério de missionários.

Que coisa triste, lamentável mesmo pois, quem é a “mãe da teologia” senão a revelação e comunicação de Deus a nós (missões!), que justamente é o objeto da teologia?!

É lamentável também vermos igrejas que têm um potencial enorme para suprirem os campos missionários com seus rapazes e moças, mas que se contam nos dedos, quando muito, os que dali saíram para os “…campos brancos para a ceifa”.

Não é pequeno o número de pastores que não conseguem ver além do reino sectário de sua igreja e ou denominação. Há muitos pastores que conseguem motivar os seus jovens para carreiras profissionais, apoiá-los em seus cursinhos e faculdades, orar por eles ao serem aprovados no vestibular ou quando vão morar em outra cidade, estado ou país distantes. Mas não os motivam à carreira ministerial. Para esta última, há uma série de exigências a serem cumpridas para que tenham a aprovação da liderança. Exigências estas muitas vezes absurdas.

Líderes que agem como se fossem os donos da vocação ou do chamado de Deus para suas ovelhas; que tristeza!

Enquanto tal ocorre muitos jovens são arrefecidos em seu entendimento do serviço a Deus. Muitos nem mesmo ouvem de seus líderes, seja do púlpito ou em conversas pessoais, sobre a necessidade de exposição do evangelho entre os povos ainda não alcançados. Não são despertados para a verdade que o alcance desses povos depende do desprendimento de rapazes e moças que se lancem, depois de bem preparados, ao campo missionário.

E o que dizer de pais que projetam nos filhos seus sonhos frustrados de outrora?! Em consequência disso, só conseguem vislumbrar uma carreira secular promissora para seus filhos. Carreira esta que produzirá ganhos materiais e estabilidade financeira, pois não admitem seus filhos como obreiros do Senhor, missionários onde Deus os quiser conduzir. Muitos até mesmo querem fazer dos seus filhos esteios de sua velhice, onde a segurança futura é depositada no bom sucesso de suas crias.

Que desperdício de juventude, criatividade, vigor, inteligência, etc. se observa quando os pais não admitem que seus filhos sirvam ao Senhor. Muitos consideram isso até mesmo vexatório, humilhante, atestado de incapacidade. “Meu filho, obreiro do Senhor, missionário??? De forma alguma! Ele será alguém na vida”, é a afirmação, normalmente não verbalizada, mas algumas vezes, sim, de muitos pais.

Quanta marginalização por parte de pais egoístas que não conseguem ser motivadores para que seus filhos encontrem plena realização no serviço do Mestre, na obra missionária.

Sim, há muitos cemitérios de missionários em muitos lares de pais crentes, mas que pouco confiam no Senhor para a condução e direção dos seus filhos.

Infelizmente, há dois tipos de pessoas que os jovens que desejam servir ao Senhor encontrarão dificuldades de darem cabo de sua vocação e decisão de servirem no campo missionário: os pastores e os pais. Estes por seus, basicamente, egoísmos e medos de deixarem Deus conduzir seus filhos. Aqueles por terem uma visão medíocre e, não raras vezes, orgulhosa, a tal ponto de se constituírem nos donos da vocação de suas jovens ovelhas.

Precisamos, obviamente, reverter este triste quadro, tanto o pastoral/eclesiástico quando o paterno/familiar. A obra missionária que está diante de nós não comporta pensamentos e atitudes tão pouco visionárias, egoístas e medíocres. A obra missionária a ser feita só poderá efetivamente acontecer com nova mão de obra. E esta se encontra exatamente dentro de nossos lares e de nossas igrejas.

Ser um engenheiro, médico, advogado, dentista, militar, etc. qualquer um pode ser e desempenhar uma ótima profissão, com testemunho relevante no tecido social onde trabalhará. Mas um obreiro de Deus, um missionário de dedicação exclusiva ao serviço do Senhor, é tarefa apenas para aquele que persistentemente assim decidir e lutar. Que não se conforma com o cemitério que há ao redor de si, em sua igreja e ou lar.

Estes lutarão e insistirão já em sua própria casa e igreja, pois são, geralmente, nesses ambientes onde encontrarão as primeiras e mais fortes contrariedades para prosseguir.

Muitos pastores e pais, em flagrante reflexo de falta de visão e compromisso sério e visionário com Deus, serão os primeiros a tentarem (e muitos o conseguirão) demover suas ovelhas e filhos dessa “loucura” de querer ser missionários.

Nossa família, filhos e nossas ovelhas são instrumentos do Senhor para o alcance dos perdidos sem o conhecimento de Deus. Mas para que nós, pais e pastores, saibamos conduzir tais instrumentos a efetividade ministerial, necessitamos usar mais adequadamente a autoridade que o Senhor nos delegou. Usá-la com visão larga e aberta das necessidades e oportunidades do campo missionário. Usá-la debaixo da dependência do Senhor desses campos e do Seu desejo em alcançá-los. Usá-la de forma menos egoísta e marginal, a fim de que nossas ovelhas e filhos vejam em nós o entendimento de serem eles a resposta de Deus aos campos.

Queridos, precisamos abrir mão dessa potencial mão-de-obra; precisamos dar direcionamento bíblico abalizado a ela; precisamos ser melhores mordomos das ovelhas de nossas igrejas e filhos de nossos lares.

Não podemos ser pás que trabalham com a morte num cemitério de missionários em nossas igrejas e lares.

Que sejamos aqueles que trabalham com a “puericultura missionária”. Aqueles que promovem e asseguram o nascimento e o desenvolvimento de visões saudáveis naqueles que o Senhor nos deu a liderar.

Que O Senhor nos ajude. E Ele assim quer!

Juntos com Jesus, o Missionário por excelência,

João Luiz Santiago

João Luiz e sua esposa Denise são missionários da MEVA
Trabalharam 14 anos entre os yanomamis e macuxis, no estado de RR
Atualmente coordena o Dpto. de Missões do SBPV
Seu filho, João Luiz (Joãozinho), é também missionário da MEVA entre os yanomamis
Sua filha, Lara Luíza, com seu marido, André, se preparam para a obra



Um abraço a todos!

Marconi BS Costa

segunda-feira, 22 de abril de 2013

'Se fosse homofóbico, não me aceitaria'


Amigo homossexual de Marco Feliciano se manifesta em seu apoio!



 
         Para o decorador e dono de uma empresa de eventos Aluísio Antônio de Souza, de 35 anos, amigo do deputado Marco Feliciano, os ataques contra o parlamentar são para prejudicar sua carreira política.

ORLÂNDIA – “Só resolvi falar porque é muita injustiça contra uma pessoa que, de repente, não é esse monstro que todo mundo está divulgando.” Para o decorador e dono de uma empresa de eventos Aluísio Antônio de Souza, de 35 anos, amigo do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) há 15 anos, os ataques contra o parlamentar são para prejudicar sua carreira política. Souza é responsável pela decoração das casas de Feliciano e foi citado por ele como um amigo gay, para justificar que ele não era homofóbico. “Não estou a favor dele, simplesmente acho que ele tem todo o direito de achar e 'desachar' o que quiser. Só que comigo ele respeita. Não acho que ele pense assim.”

Desde quando vocês são amigos e como é essa relação?

Faz bastante tempo. Depois que pegamos amizade, passei a ser o decorador da casa dele.

Frequenta a casa do deputado?

Frequento, tenho contato com as filhas, com a esposa, faço as festas das filhas deles. Enfim, somos amigos, sempre vejo, sempre falo com ele.

Você acha que o deputado é homofóbico e racista, como o acusam?

Não, não acredito nisso. Se ele fosse uma pessoa homofóbica e racista, da forma como as pessoas estão falando, ele não me aceitaria na casa dele, da forma como ele aceita. Eu não teria o contato que tenho com a família. Ele sempre me respeitou, minha opção sexual e minha religião. Eu também não sou da religião dele.

As declarações que ele fez atacando gays e homossexuais te incomodam?

Olha, às vezes um pouco, mas não necessariamente tanto. Porque são declarações que ele às vezes fez, mas que não souberam interpretar. Ele não é homofóbico. Se ele fosse, aí, sim, incomodariam. Mas, pela amizade que a gente tem, o contato que eu tenho com ele, nunca deixou transparecer isso para mim.

Este prédio da sua casa de eventos pertence ao deputado Feliciano?

O prédio sim, a empresa não.

Ele foi um incentivador do negócio?

Muito. No começo, quando pensei em abrir um espaço para festas, eu já tinha em mente ver esse prédio, que é dele. Só que fiquei com medo de ele não aceitar, de ele achar 'não, um espaço de festas...'. Mas foi o contrário, me pegou de surpresa. Ele foi o motivador, disse 'vai em frente, batalha que você consegue', me motivou bastante.

O deputado tem recebido forte pressão para abandonar a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Você acha que ele deve deixar o posto?

Acho que não. Ele está lá para defender direitos humanos. Enfim, que seja, de homens, mulheres, homossexuais, qualquer pessoa, entendeu?


Um abraço a todos.

Marconi BS Costa

quarta-feira, 10 de abril de 2013

+ do mesmo!



         Recentemente no programa do Fantástico, a rede Globo exibiu uma reportagem promovendo o ativismo gay e criticando com muita sutileza o pastor e deputado federal Marco Feliciano. A postura da Globo não é nenhuma novidade diante de terríveis ataques contra os evangélicos promovidos pela mesma. O motivo que me leva a escrever sobre este caso não é a rede Globo, mas a igreja. A forma como a igreja se comporta e reage diante de tantos ataques e jogos.



A Globo pode fazer o que quiser: ridicularizar os evangélicos em novelas, minisséries e programações, promover a ditadura gay, zombar dos princípios do Reino de Deus, escarnecer os pregadores do Evangelho, favorecer os opositores da igreja, divulgar a destruição familiar, exibir cenas de sexo em horário inadequado, etc. NÃO TEM PROBLEMA! Depois ela só precisa oferecer as migalhas de um tal “troféu” promessas que os evangélicos vão correndo atrás como se fossem cachorrinhos famintos. A mendigagem da igreja por audiência atinge níveis inaceitáveis. É isso que me deixa decepcionado.
A igreja evangélica brasileira possui mais de 50 milhões de membros e daqui a alguns anos será mais de 100 milhões. O Brasil terá a maior igreja evangélica do planeta! Em nenhum momento a igreja precisou da Globo para crescer e continua não precisando. Contudo, o comportamento dos evangélicos nesse quesito é vergonhoso. De alguma maneira a Globo sabe que a coisa mais fácil do mundo é comprar os evangélicos com cargos, posições, visibilidade, influência, etc. O fato dela ridicularizar e zombar da igreja é totalmente irrelevante, contanto que ofereça algumas migalhas, ela sempre terá a fidelidade dos cristãos.
Acredito que ela está fazendo o papel que lhe cabe, quem não está cumprindo seu papel com dignidade é a igreja. Uma vez que somos mais de 50 milhões poderíamos ter uma reação simples e digna: não assistir mais a Globo durante o período que for necessário. O efeito seria imediato. A população brasileira não sabe, mas tem o poder nas mãos de confrontar qualquer mídia: TV, jornal, revista, rádio, internet, etc. NENHUMA FORMA DE MÍDIA É MAIOR DO QUE O POVO BRASILEIRO. É só boicotar! Basta apenas não dá audiência, não comprar o jornal e a revista, não acessar o site, não ouvir a rádio, não assistir o canal, não consumir os produtos da empresa, etc. Essa é uma forma digna de retaliação, sem baixaria, sem discussões, sem confrontos verbais.
A igreja evangélica brasileira está a quilômetros de distância dessa realidade. Enquanto a igreja estiver à venda da audiência, da visibilidade e dos holofotes, os meios de comunicação vão continuar pintando e bordando. Seremos sempre arrasados pela mídia. Contudo, quando a dignidade for de fato relevante para a igreja e a aprovação do mundo não fizer mais diferença, aí estaremos prontos para dar uma lição inesquecível. Mas até lá, vamos continuar presenciando a mídia pisar na igreja e depois colocar chiclete, bombom e pirulito em sua boca.


Um abraço a todos.

Marconi BS Costa

sábado, 6 de abril de 2013

Marco Feliciano e o PT


 


O mais recente episódio no cenário político brasileiro está mais uma vez relacionado com os evangélicos e esse caso não foi acidental. O setor da engenharia social do PT está em guerra declarada com a igreja evangélica brasileira, em particular, contra os pentecostais e neopentecostais. Porém, essa guerra se dá no campo mais sutil e ardiloso já conhecido: o ideológico. É sabido que o vírus mais mortal da humanidade chama-se ideia. Uma simples ideia sugerida e implantada sutilmente na sociedade pode exercer uma influência descomunal.

A tática atual do PT foi abrir mão da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias), uma comissão comanda por eles há anos. Essa estratégia não foi empregada apenas para camuflar a eleição de deputados condenados no mensalão. O principal objetivo do governo é arremessar a opinião pública brasileira contra os evangélicos (pentecostais e neopentecostais). O governo quer associar aos cristãos uma imagem obsoleta, retrógada, arcaica, racista, ultrapassada, fundamentalista, intolerante, etc. Ou seja, todos os termos que os ativistas gays já vêm usando e xingando os cristãos há muito, inclusive na CDHM.

O governo sabe muito bem que em poucos anos o Brasil será a maior nação evangélica do mundo com mais de 100 milhões de cristãos. Isso deixa qualquer um assustado, em particular, quando os 50 milhões que já existem no país estão incomodando vários setores do governo. Neste cenário, o método usado pelo PT foi quase perfeito! A CDHM durante anos promoveu a causa gay e repentinamente e em função de acordos partidários, a CDHM caiu nas mãos do PSC. Aí veio o mais curioso: o presidente escolhido pelo PSC foi Marco Feliciano. No passado, o pastor Marco Feliciano fez algumas declarações altamente comprometedoras para um parlamentar, tanto na internet quanto em suas pregações. Porém, elas foram feitas num período em que ele estava totalmente desvinculado da vida pública e poderia ter sido feita por qualquer pessoa. Sabendo dos enormes conflitos entre ativistas gays e evangélicos, o PT deu uma jogada de mestre e usou os dois ao seu favor. Tanto os ativistas gays quanto Marco Feliciano estão sendo usados como fantoches nesse episódio. A atenção da imprensa se voltou por completo contra Marco Feliciano que teve sua imagem altamente desgastada.


Acredito que no caso dele em particular, seria mais prudente ter recusado a presidência da CDHM. Levando em consideração o estado atual de tensão entre ativistas gays e evangélicos, uma outra figura menos polêmica seria mais adequado. Contudo, uma vez aceito o desafio, é possível mostrar para a nação brasileira que mesmo um pastor que tenha feito algumas declarações inadequadas no passado pode fazer um excelente trabalho à frente da CDHM. Para ser presidente desta comissão não é necessário ter ganho o prêmio Nobel da Paz, não é nenhum desafio assustador. Por outro lado, esta pode ser uma excelente oportunidade para deixar claro que no Brasil a democracia prevalece e nenhuma ditadura gay deve determinar quem fica ou não na presidência da CDHM.
A igreja evangélica brasileira deve ficar atenta. Recentemente, a revista Forbes publicou uma reportagem sobre os pastores mais ricos do Brasil. Entre os mencionados na reportagem, só figuravam ícones pentecostais e neopentecostais. A proximidade temporal entre a publicação desta reportagem e a eleição de Marco Feliciano não é acidental. Está em andamento a execução de um plano silencioso visando desmoralizar os evangélicos no Brasil. As eleições passadas deixaram claro pra toda nação brasileira que qualquer partido ou candidato que ignorar o apoio dos evangélicos terá sérios problemas. Essa dependência e a intensa oposição dos cristãos às mazelas do governo tem conduzido o mesmo a uma postura mais agressiva. O PT não está nenhum pouco interessado numa relação de dependência com os cristãos.


         Neste cenário, o apóstolo Paulo instruiu a igreja nos seguintes termos: Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (I Tm 2.1-4). Uma vida tranquila e mansa com toda piedade e respeito requer segurança, democracia, abundante geração de emprego, educação de qualidade, saúde pública de qualidade, infraestrutura, lazer, justiça social, etc. Nesse aspecto a igreja pode influenciar votando e orando. O resultado de nossas orações é extremamente benéfico. Lamentavelmente pouquíssimas igrejas possuem o hábito e o compromisso de interceder pelo país. Nossa influência deve ser exercida pelo voto e pelas orações. O confronto direto nem sempre é aconselhável. Devemos lembrar que nossa cidadania celestial não cancela e não anula a terrena e vice-versa. Ambas devem ser exercidas com maturidade, responsabilidade e equilíbrio.



         Para não ser vítima de ataques do governo, o povo brasileiro e evangélico precisa deixar de ser analfabeto político. Precisamos de fundamento sólido no aspecto espiritual e político que sirva para orientar todos. Os eventos envolvendo a igreja e o governo brasileiro estão longe de acabar. Contudo, temos do lado da igreja a garantia inquestionável da vitória dada pelo Senhor Jesus: edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18).

Um abraço a todos.

Marconi BS Costa