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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Fé, religião ou superstição?







Uma das melhores maneiras de dizer o que a fé é, é dizer o que ela não é. Frequentemente se confunde a natureza da fé com práticas religiosas inúteis ou com superstições banais. A substância da fé nada tem a ver com religião ou com superstição. O exemplo bíblico do Novo Testamento que melhor descreve a fé em seu nível supremo destaca um soldado romano como protagonista (Lc 7.1-10), o qual nada tinha de religioso ou supersticioso. É uma enorme ilusão pensar que são atitudes de fé esfolar os joelhos numa escadaria ou pedir a benção do pastor para fazer uma viagem! Tanto no meio católico quanto no evangélico é possível identificar um número de práticas supersticiosas e religiosas, ambas inúteis ao desenvolvimento sadio da fé. Antes de citá-las, vamos esclarecer o que a fé não é.

FÉ NÃO É emoção, empolgação, euforia, superstição, religião, cerimonialismo, rituais, tradições, autocomiseração, sensacionalismo, autoflagelação ou coisas semelhantes a estas! A melhor definição de fé que encontrei fora das Escrituras mas em harmonia com Ela, foi nas palavras do irmão Smith Wigglesworth. Ele disse: “O que é crê? Crê é confiar no que o Senhor disse a ponto de aceitar Sua Palavra somente por que Ele a disse”. A definição bíblica da fé em Hb 11.1 faz mais sentido prá mim em 3 traduções em particular:

Católica: A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se veem.
NTLH: A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver.
VIVA: QUE É A FÉ? É a convicção segura de que alguma coisa que nós queremos vai acontecer. É a certeza de que o que nós esperamos está nos aguardando, ainda que o não possamos ver adiante de nós.

Toda essa certeza envolvida na definição de fé tem somente um fundamento: a Palavra de Deus! Mesmo sem nenhuma demonstração palpável, tangível e visível, a fé se expressa e se sustenta naquilo que Deus diz  e não no que Ele faz! É claro que é possível basear a fé no que Deus faz (Jo 4.48), porém o ensino bíblico nos encoraja a apoiar nossa fé no que Ele diz. A máxima de Tomé coincide perfeitamente com essa verdade: “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20.29). “Não ver” significa não tocar, não provar, não sentir, não observar, não contemplar! Neste cenário em que os sentidos naturais são inúteis, o exercício da fé se enquadra com perfeição. De acordo com o apóstolo da fé (Paulo), a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo (Rm 10.17). Ora, a pregação está relacionada com falar e ouvir, dar e receber. A vontade de Deus é que Sua Palavra seja suficiente para nós a tal ponto que não exigiremos nenhum tipo de demonstração do Seu poder para passarmos a confiar n’Ele. Sua Palavra é suficiente! É o fundamento, o alicerce, a estrutura, a base, o chão, o apoio sobre o qual nossa fé está arraigada. Contudo, para que a Palavra de Deus se torne em nossa vida tudo o que Deus planejou que Ela fosse, é necessário desenvolver íntima comunhão pessoal com o Criador. É precisamente nesse aspecto que as pessoas preferem a religião e a superstição!

É muito mais fácil ser uma pessoa religiosa e supersticiosa do que ser uma pessoa de fé. Coincidentemente, isso é conveniente para os sistemas religiosos humanos. Uma vez que a maior parte da liderança evangélica brasileira está interessada apenas em manter as pessoas dependentes, o verdadeiro ensino bíblico da fé acaba sendo abandonado por crendices, tradições e supertições. Além de ser mais fácil manter o controle, essa estratégia também ajuda a manter a casa cheia (por fora, mas vazia por dentro). Uma fé amplamente desenvolvida e amadurecida permite ao cristão ir direto à fonte (Cristo – Gl 3.28,29; Cl 3.11) sem a necessidade de mediadores. Este é o verdadeiro papel daqueles que possuem um chamado ministerial no Corpo de Cristo, segundo as palavras do apóstolo Paulo (Ef 4.11-14). No entanto, promover o desenvolvimento espiritual da igreja pode não ser conveniente para aqueles que só buscam o controle excessivo e desequilibrado, o que compromete o aperfeiçoamento da fé. Por esta razão, muitas atividades religiosas e supersticiosas se perpetuam na igreja com o fim de manter as pessoas entretidas, dependentes e escravas. O verdadeiro crescimento exige muito mais!

A maturidade necessária à fé exige disciplina e perseverança. Segundo o apóstolo Pedro, o aprimoramento da fé requer profunda associação com amor, diligência, virtude, conhecimento, domínio próprio, piedade, perseverança, fraternidade, etc. Tudo isso é necessário para a consolidação da fé (II Pe 2.5-11). É praticando estas coisas que se pode oferecer um ambiente favorável à fé, como um adubo para uma planta. Mas o que se observa em muitos lugares é uma tentativa de ocultar estas verdades. Quando o objetivo das pessoas é apenas manter um lugar cheio de gente, basta apenas oferecer um ambiente de entretenimentos e distrações. Acrescente a isso pequenas doses de superstições e rituais religiosos, e o resultado será a manutenção ou inchaço. Porém, a verdadeira fé NÃO PODE SER EQUIPARADA COM ESSAS TÁTICAS. A fé nos transforma em bois selvagens, não em escravos (Sl 92.10).

Como posso amadurecer minha fé? OUVINDO! Todavia, não é ouvindo qualquer coisa! Nos dias atuais parece raro ouvir uma ministração isenta e descomprometida de sistemas religiosos (I Sm 3.1). Praticamente tudo o que é pregado e ensinado atualmente é visando tirar possíveis vantagens do povo que irá praticar o que escuta. Os ministros da atualidade não pregam mais torcendo pela igreja, mas visando tirar proveito dela. Portanto, seja seletivo na hora de ouvir boas mensagens. Procure não adotar ninguém como “papa”, Deus não é centralizador. Há bons ministros espalhados por várias igrejas no Brasil. Procure devorar as Escrituras humilhando-se diante de Deus para receber revelações de Sua Palavra que alimentarão sua fé e nutrirão seu espírito (Sl 119.18).

Lembre-se: a fé genuína não é pelos olhos, é pelos ouvidos. Não baseie sua fé em superstições e religiosidades, isso deixará seu espírito faminto! A vontade de Deus é que Sua Palavra seja suficiente para o nosso descanso. Para ter uma estrutura sólida na fé, é preciso ir direto à fonte. É claro que isso envolve oração, meditação, comunhão (com Deus e com os irmãos), leitura, frequência nos cultos, etc. Porém, sem transformar tudo isso em “amuletos da fé”. Portanto, direcione sua dedicação para a fonte certa, a Palavra de Deus e procure conhecê-La. Transforme-a em seu alimento diário e não num bolo para ocasiões festivas. Fazendo assim, provavelmente você irá crescer e não será supersticioso e nem religioso! Provavelmente!

Um abraço a todos.

Marconi BS Costa


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