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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pensando a Verdade no YouTube

Dando continuidade ao desenvolvimento daquele que já considero praticamente um ministério, o blog Pensando a Verdade agora está no YouTube. O endereço do canal é: http://www.youtube.com/user/pensandoaverdade.

Inicialmente postei apenas dois vídeos: uma memorável pregação do reverendo Paul Washer e um EXCELENTE anime contando brevemente a história da crucificação de Jesus sob a interessante óptica de um personagem relativamente ignorado. Segue abaixo o vídeo e aqui o link!


Naturalmente nenhum dos vídeos postados são meus! Estão todos disponíveis no YouTube e sempre tenho cuidado de citar corretamente a fonte de modo a evitar a prática de plágio. Caso alguém se sinta lesado, então removerei o vídeo postado, embora creia que o bom senso prevalecerá e não haverá nenhum transtorno desse tipo. Em breve postarei vídeos de minha própria autoria, mas por enquanto vou garimpando a net em busca de bom conteúdo.

A proposta deste novo canal com a marca Pensando a Verdade é reunir e agrupar em uma única fonte (audiovisual) aquilo que considero de mais importante para o aprimoramento do pensamento crítico cristão. Espero com isso contribuir para o aperfeiçoamento de práticas ministeriais adotadas por grupos neopentecostais (dos quais faço parte desde minha conversão ao Senhor Jesus). O próximo post que divulgarei será uma demonstração clara da seriedade que adoto aqui e do meu transparente objetivo de promover o desenvolvimento do pensamento cristão.

Desse modo uno o textual (blog) ao audiovisual (canal do YouTube) para promover aquilo que considero indispensável: aperfeiçoamento, aprimoramento, desenvolvimento, avanço, crescimento, refinamento, progresso, melhoramento, evolução, enriquecimento, etc. Naturalmente sou incapaz de fazer isso sozinho, por isso venho vasculhando a rede atrás de conteúdo digno de ser divulgado. Quem quiser ser um parceiro e colaborador estou disposto a aceitar ajuda e promover mudanças compatíveis com a filosofia do blog. Contudo, preciso da garantia que futuros colaboradores tenham compromisso inegociável com a excelência e com o Reino de Deus, pois não barganho os princípios da Palavra de Deus e não estou buscando o lucro financeiro. Acredito que outras mentes pensantes que captem com perfeição a visão deste blog podem enriquecer e muito o seu conteúdo.

Um abraço a todos!

“graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.” II Pe 1.2


Marconi BS Costa

domingo, 20 de maio de 2012

Homossexualismo 2



Parte 2 - Textos diretos

No primeiro post em que abordei a questão do homossexualismo, destaquei aspectos das Escrituras que nos alertam sobre os perigos da heresia e da desonestidade em usar a Bíblia para tentar justificar práticas pecaminosas. Me sinto profundamente ofendido e indignado quando vejo pessoas usando a Bíblia para tentar justificar práticas pecaminosas. Um comportamento leviano, desonesto e digno de toda reprovação (Ef 5.11)!

Neste segundo post sobre o tema, apresentarei alguns textos bíblicos que falam de modo direto sobre a homossexualidade. Como o leitor verá, é um despautério sem tamanho tentar usar as Escrituras em defesa da prática homossexual. É um paradoxo e uma contradição tão descabida, que a única conclusão que chegamos é que se trata de uma tentativa leviana e herética. Quem considerar TODA BÍBLIA jamais encontrará meios de usá-la honestamente para corroborar o homossexualismo.

O meu maior interesse é proporcionar ao leitor a exposição daquilo que de fato está contido na Bíblia, sem manipulação humana, sem malabarismo teológico e sem compromisso com qualquer tipo de sistema (nem político, nem religioso, nem de qualquer outra natureza, só com a Palavra de Deus).

Eu me detenho à recomendação de Paulo:

I Co 4.6: “Estas coisas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo, por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendais isto: não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro.”

Não vá além do que está escrito! Contente-se com a Bíblia! O nosso maior e melhor critério para avaliar e identificar uma heresia é o uso honesto da Bíblia. Uma postura de compromisso apenas com a Verdade do Evangelho e de imparcialidade é o que tenho adotado aqui. Como há um grande número de pessoas ingênuas que são incapazes de identificar uma manipulação (Hb 5.11-14), me propus comentar sobre o tema com um fundamento bíblico firme.

Eu não tenho nenhuma rixa pessoal com os homossexuais, apenas senti a necessidade de me posicionar depois que vi muita gente manipulando levianamente as Escrituras. Quem deseja viver na prática homossexual não deve ser maltratado por essa escolha, pois neste caso teríamos que maltratar todos que vivem na prática do pecado. Porém, quem deseja adotar esse estilo de vida não pode de maneira honesta usar as sagradas Escrituras para corroborar essa prática. Além disso, não podemos confundir crítica com homofobia e divergência de opinião com preconceito e racismo. A proposta desse post é expor a todos o comportamento desonesto de pessoas que manipulam a Bíblia na tentativa de legitimar o homossexualismo. Essa é a razão pela qual escrevo. JAMAIS CONCORDAREI OU APOIAREI PRÁTICAS HOMOFÓBICAS. Homofobia deve ser combatida e criminalizada. Nenhum homossexual deve ser agredido, ofendido, discriminado ou humilhado pelo fato de ser homossexual. Por outro lado, não podemos transformar a opinião, o discursos ideológico, a pregação do Evangelho genuíno de Jesus e a crítica em crime. Não é homofobia criticar, não é homofobia anunciar a verdade do Evangelho, não é homofobia discordar da prática homossexual ou ser contra o casamento gay. Devemos ressaltar que a Bíblia não é homofóbica. Se somos homofóbicos por criticar a prática homossexual, então os gays são ‘evangélicofóbicos’ por criticar os evangélicos e ‘católicofóbicos’ por criticar os católicos. Acredito que a igreja deve se posicionar e jamais deve ficar indiferente diante de questões como essas. Não podemos aceitar a imposição de uma ditadura gay e ao mesmo tempo não podemos impor nenhuma ditadura.

Diante desse quadro me senti compelido a escrever. Abaixo segue alguns textos bíblicos relacionados diretamente com o homossexualismo e como a Bíblia encara essa questão. Destaco em negrito, sublinhado e itálico a parte do texto mais importante para o debate. São eles:

a) Gn 19.1-13 e Jz 19.17-30

Gn 19.1-13: “1 Ao anoitecer, vieram os dois anjos a Sodoma, a cuja entrada estava Ló assentado; este, quando os viu, levantou-se e, indo ao seu encontro, prostrou-se, rosto em terra. 2 E disse-lhes: Eis agora, meus senhores, vinde para a casa do vosso servo, pernoitai nela e lavai os pés; levantar-vos-eis de madrugada e seguireis o vosso caminho. Responderam eles: Não; passaremos a noite na praça. 3 Instou-lhes muito, e foram e entraram em casa dele; deu-lhes um banquete, fez assar uns pães asmos, e eles comeram. 4 Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; 5 e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles. 6 Saiu-lhes, então, Ló à porta, fechou-a após si 7 e lhes disse: Rogo-vos, meus irmãos, que não façais mal; 8 tenho duas filhas, virgens, eu vo-las trarei; tratai-as como vos parecer, porém nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto. 9 Eles, porém, disseram: Retira-te daí. E acrescentaram: Só ele é estrangeiro, veio morar entre nós e pretende ser juiz em tudo? A ti, pois, faremos pior do que a eles. E arremessaram-se contra o homem, contra Ló, e se chegaram para arrombar a porta. 10 Porém os homens, estendendo a mão, fizeram entrar Ló e fecharam a porta; 11 e feriram de cegueira aos que estavam fora, desde o menor até ao maior, de modo que se cansaram à procura da porta. 12 Então, disseram os homens a Ló: Tens aqui alguém mais dos teus? Genro, e teus filhos, e tuas filhas, todos quantos tens na cidade, faze-os sair deste lugar; 13 pois vamos destruir este lugar, porque o seu clamor se tem aumentado, chegando até à presença do Senhor; e o Senhor nos enviou a destruí-lo.”

Jz 19.17-30: “17 Erguendo o velho os olhos, viu na praça da cidade este viajante e lhe perguntou: Para onde vais e donde vens? 18 Ele lhe respondeu: Estamos viajando de Belém de Judá para os longes da região montanhosa de Efraim, donde sou; fui a Belém de Judá e, agora, estou de viagem para a Casa do Senhor; e ninguém há que me recolha em casa, 19 ainda que há palha e pasto para os nossos jumentos, e também pão e vinho para mim, e para a tua serva, e para o moço que vem com os teus servos; de coisa nenhuma há falta. 20 Então, disse o velho: Paz seja contigo; tudo quanto te vier a faltar fique a meu cargo; tão somente não passes a noite na praça. 21 Levou-o para casa e deu pasto aos jumentos; e, tendo eles lavado os pés, comeram e beberam. 22 Enquanto eles se alegravam, eis que os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram a casa, batendo à porta; e falaram ao velho, senhor da casa, dizendo: Traze para fora o homem que entrou em tua casa, para que abusemos dele. 23 O senhor da casa saiu a ter com eles e lhes disse: Não, irmãos meus, não façais semelhante mal; já que o homem está em minha casa, não façais tal loucura. 24 Minha filha virgem e a concubina dele trarei para fora; humilhai-as e fazei delas o que melhor vos agrade; porém a este homem não façais semelhante loucura. 25 Porém aqueles homens não o quiseram ouvir; então, ele pegou da concubina do levita e entregou a eles fora, e eles a forçaram e abusaram dela toda a noite até pela manhã; e, subindo a alva, a deixaram. 26 Ao romper da manhã, vindo a mulher, caiu à porta da casa do homem, onde estava o seu senhor, e ali ficou até que se fez dia claro. 27 Levantando-se pela manhã o seu senhor, abriu as portas da casa e, saindo a seguir o seu caminho, eis que a mulher, sua concubina, jazia à porta da casa, com as mãos sobre o limiar. 28 Ele lhe disse: Levanta-te, e vamos; porém ela não respondeu; então, o homem a pôs sobre o jumento, dispôs-se e foi para sua casa. 29 Chegando a casa, tomou de um cutelo e, pegando a concubina, a despedaçou por seus ossos em doze partes; e as enviou por todos os limites de Israel. 30 Cada um que a isso presenciava aos outros dizia: Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai.”

Os relatos de Gn 19.1-13 e Jz 19.17-30 são do mesmo tipo de comportamento: tentativa de estupro homossexual (recomendo a leitura dos capítulos completos). Tanto o estupro quanto o homossexualismo são explicitamente condenados em ambos os relatos. Gn 13.13 relata que “os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.” O comportamento deles descrito em Gn 19 mostra alguns destes grandes pecados cometidos.

Em Jz 19.22 é dito que “os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram a casa...” O anfitrião respondeu aos filhos de Belial: Não, irmãos meus, não façais semelhante mal(Jz 19.23). Ou seja, os filhos de Belial eram filhos de Israel da tribo de Benjamim (veja Jz cap. 20), não eram pessoas de outras nações e o homem que quase foi violentado era da tribo de Levi (Jz 19.1). Esse tipo de comportamento no seio da nação de Israel foi considerado pecado tal qual o comportamento dos moradores de Sodoma. A expressão “filhos de Belial” denota um tipo maligno de pessoa e de comportamento. Nos dois episódios vemos claramente a prática ou a tentativa do estupro homossexual. Portanto, o leitor deve concluir facilmente a impossibilidade de usar os textos bíblicos na tentativa de legitimar a prática homossexual.


b) Lv 18.22-30: “22 Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação. 23 Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão. 24 Com nenhuma destas coisas vos contaminareis, porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu lanço de diante de vós. 25 E a terra se contaminou; e eu visitei nela a sua iniquidade, e ela vomitou os seus moradores. 26 Porém vós guardareis os meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós;  27 porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra que nela estavam antes de vós; e a terra se contaminou. 28 Não suceda que a terra vos vomite, havendo-a vós contaminado, como vomitou o povo que nela estava antes de vós. 29 Todo que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as cometerem serão eliminados do seu povo. 30 Portanto, guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contaminareis com eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus.

Devemos separar a lei de Moisés em 3 aspectos principais: o aspecto cerimonial (o qual regia todo serviço prestado no templo), o aspecto civil (responsável pelo regimento das relações sociais) e o aspecto moral (que não sofreu qualquer alteração – Rm 13.8,10; Gl 5.13,14; I Tm 1.8-11; Hb 10.1,8,28-31; Tg 2.8-12; I Jo 3.4). Na dispensação da graça, a característica cerimonial e civil não prevalece, apenas a moral. Nas ocasiões em que Paulo menciona o cumprimento da lei, fica implícito o aspecto moral (Rm 8.2-4; 13.8,10). É claro que a graça é superior à lei (Mt 5.21-48), mas a lei que diz para não adorar outros deuses deve ser obedecida na graça. Obviamente, ao viver segundo a graça de Cristo cumpriremos os preceitos da lei (Rm 8.4). O que desejo comunicar é: aquilo que Deus (e não Moisés ou os judeus) considerava pecado na lei, Ele continua considerando pecado na graça! Se você ignorar essa verdade, provavelmente acabará acreditando em heresias.

O texto em Lv 18.22-30 não cita apenas a prática homossexual, mas também a zoofilia. Ora, se homossexualismo não é mais pecado só porque estamos na graça, então a zoofilia também não! Se o versículo 22 de Levítico 18 está ultrapassado, então o versículo 23 também está! Somente esse simples pensamento já é suficiente para provar a incoerência de usar a Bíblia na defesa da prática homossexual!


c) Lv 20.10-16: “10 Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera. 11 O homem que se deitar com a mulher de seu pai terá descoberto a nudez de seu pai; ambos serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles. 12 Se um homem se deitar com a nora, ambos serão mortos; fizeram confusão; o seu sangue cairá sobre eles. 13 Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles. 14 Se um homem tomar uma mulher e sua mãe, maldade é; a ele e a elas queimarão, para que não haja maldade no meio de vós. 15 Se também um homem se ajuntar com um animal, será morto; e matarás o animal. 16 Se uma mulher se achegar a algum animal e se ajuntar com ele, matarás tanto a mulher como o animal; o seu sangue cairá sobre eles.”

Novamente no livro de Levítico é mencionado o comportamento homossexual, porém neste caso é estabelecida uma punição para diversas práticas sexuais ilícitas. Considerando esses e os versículos seguintes (vv. 17-21), verificam-se várias práticas sexuais reprováveis tais como zoofilia, adultério, incesto, etc. Ora, se o homossexualismo não é mais pecado só porque estamos na graça, então incesto e adultério também não são mais pecado! É claro que isso é um absurdo! A graça não é estímulo e nem liberdade para pecar! O que os defensores do homossexualismo fazem é deturpar as Escrituras em seu favor. Deveriam ler II Pe 3.14-16.

O leitor deve chegar à mesma conclusão que eu: Deus ainda continua considerando pecado a prática homossexual e não é possível usar honestamente a Bíblia para tentar legitimar esse erro. Assim como adultério, incesto, zoofilia e todos os demais atos citados em Lv 20.10-23 são pecados hoje, o homossexualismo também é! Qual argumento justificaria a afirmação de que em toda a lista de Lv 20.10-23, somente o homossexualismo não é mais pecado? O bom senso nos faz entender que esse tipo de argumento é uma proposta herética!

Caso o leitor não saiba, uma das maiores estratégias de um herege é selecionar cuidadosamente apenas os textos bíblicos que lhe interessam ou que ele consiga manipular. Dessa forma, ele ignora todos os demais textos bíblicos que contradigam seu ensinamento. Jamais adotaremos essa postura aqui! Consideraremos todos os textos relacionados ao assunto, como o texto a seguir.

d) I Sm 18.1-4; 20.17,41; II Sm 1.26: “1 Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.  2 Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai. 3 Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma. 4 Despojou-se Jônatas da capa que vestia e a deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto.”
“17 Jônatas fez jurar a Davi de novo, pelo amor que este lhe tinha, porque Jônatas o amava com todo o amor da sua alma.”
“41 Indo-se o rapaz, levantou-se Davi do lado do sul e prostrou-se rosto em terra três vezes; e beijaram-se um ao outro e choraram juntos; Davi, porém, muito mais.”
“26 Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.”

Esses textos de Samuel são usados com frequência por aqueles que pretendem defender a prática homossexual. Eles afirmam que Davi e Jônatas mantinham uma relação homossexual, portanto, essa seria uma prática legítima e honesta. Contudo há vários equívocos nessa interpretação. Primeiro que a relação entre ambos não era homossexual e se fosse, a Bíblia não ocultaria. Em nenhum momento das Escrituras os pecados dos homens são ocultados, todos são expostos com muita clareza e condenados (II Sm 11 e 12). Sempre que a prática homossexual é mencionada na Bíblia, ela é claramente explicitada e condenada (Gn 19.1-11; Lv 18.22 e 20.13; Rm 1.26,27; I Co 6.9; I Tm 1.10). Se a relação de Davi e Jônatas era homossexual, a Bíblia não apenas deixaria indubitavelmente claro como também a condenaria. Os profetas não negociavam a Palavra de Deus com os reis de Israel. Se eles pecassem, os profetas condenariam (I Sm 15; II Reis 1)! O que havia entre Davi e Jônatas era uma aliança (I Sm 18.3,4), e apesar da profundidade do seu significado, uma aliança jamais significava uma relação homossexual. O ‘amor de alma’ entre Davi e Jônatas é comum na Bíblia (Gn 44.30,31; Dt 13.6), assim como o ‘beijo’ (Gn 27.26,27; 31.28; 33.4; 45.15; 48.10; 50.1; Ex 4.27; 18.7; I Sm 10.1; II Sm 14.33; 19.39; Lc 22.47,48).

Por outro lado, vamos supor que a relação entre eles era de caráter sexual. Ainda assim, em nenhum momento a Bíblia está aprovando ou incentivando tal prática, ela apenas está descrevendo-a. Supondo que eles tiveram um contato homossexual, não há nada nesse relato e nem em toda a Bíblia que possa aprovar esse comportamento, ainda que hipoteticamente Davi tenha praticado. Além disso, o leitor deve lembrar que Davi e Jônatas eram casados e tinham filhos (I Sm 25.42-44; II Sm 4.4; 9.3 e 5.13-16; I Cr 3.1-9) e que foi por causa de uma mulher e não de um homem que Davi cometeu adultério e assassinato (II Sm 11 e 12). Ou seja, o cara gostava MUUUUUUUUUUUUITO de mulher!

O grande amor entre eles foi uma consequência natural da bela trajetória de Davi. Saul estava praticamente falido em seu reino quando surgiu Davi como um grande herói que só de início derrotou o gigante filisteu que humilhava a nação inteira (I Sm 17). Antes disso, Davi já tinha ganhado a simpatia do rei, pois quando dedilhava a harpa, Saul ficava livre do espírito maligno que o atormentava (I Sm 16.14-23). Em seguida, Davi devolveu a Israel um tempo de glória vencendo inúmeras batalhas (I Sm 18.5-9,30). Diante desses fatos, qual o filho do rei que tendo um coração honesto não sentiria por Davi um grande amor e admiração? Só se fosse um filho invejoso e ciumento, mas um honesto como Jônatas acabaria desenvolvendo uma grande amizade. Certamente Jônatas contemplava o estado do pai e do reino e apesar de querer ajudá-lo não tinha unção para isso, ao contrário de Davi que já tinha sido ungido por Samuel antes desses fatos (I Sm 16.1-13). O resultado inevitável era uma intensa amizade exatamente como se encontra na Bíblia.

Em um dado momento Davi suspira e declara que o amor que ele tinha por Jônatas superava o das mulheres. Isso é meio óbvio na história de Davi. Apesar de gostar muito de mulher, suas relações conjugais sempre estiveram associadas a eventos desgostosos. De sua relação com Bate-Seba Davi teve a morte de dois filhos (II Sm 11-18) e quase dividiu o reino com um deles (Absalão – II Sm 15), ou seja, drásticas consequências associadas com Bate-Seba mesmo que ela não tivesse tanta culpa. Com Abigail (I Sm 25.2-44), a relação também estava associada a um fato desagradável e a mesma coisa com Mical (I Sm 19; 25.44; II Sm 3.1-21). Em nenhum momento de sua vida Davi desenvolveu uma relação conjugal estável o suficiente para nela encontrar plena satisfação. E isso não ocorreu porque ele era homossexual, mas exatamente o oposto: teve muitas mulheres e concubinas.

Ademais, em sua vida pessoal não sobrava muito tempo para dedicar-se à família. O leitor também deve estar ciente do papel secundário que a mulher ocupava e permanece ocupando nas sociedades orientais. Diante desse cenário, a relação com Jônatas superava e muito sua relação com as mulheres. Não significa que seja uma regra universal, essa foi a experiência de Davi e não de todos os homens citados nas Escrituras e não deve constituir uma regra para nós hoje. Você deve encontrar em seu cônjuge a melhor parceria. Contudo, isso não significa exclusão de profundas amizades, mas que o amor entre você e seu cônjuge deve superar o de suas amizades. Veja Pv 24.18: “O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.” Salomão não disse “há amigo mais chegado do que esposa (ou cônjuge)”. Ele disse que há amigo mais chegado do que IRMÃO. Sabe por que não há amigo mais chegado que ESPOSA? Por que “...deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24) Essa relação é insuperável e jamais haverá amigo mais chegado do que o cônjuge. Nunca um amigo poderá unir-se a outro ao ponto de serem UMA SÓ CARNE. APENAS HOMEM E MULHER (MACHO E FÊMEA) PODEM SE TORNAR UMA SÓ CARNE! SOMENTE NA RELAÇÃO HETEROSSEXUAL A PLENITUDE DA UNIDADE ORIGINALMENTE PROJETADA POR DEUS É PROMOVIDA. Uma relação homossexual jamais poderá cumprir esse princípio bíblico. É POR ISSO QUE AFIRMO QUE A UNIÃO GAY NÃO POSSUI ORIGEM NA DIVINDADE. AO CRIADOR JAMAIS PODERÁ SER ATRIBUÍDO A RESPONSABILIDADE PELA RELAÇÃO HOMOSSEXUAL. SUA ORIGEM É HUMANA E/OU MALIGNA.


e) Rm 1.26-32: “26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.”

Esse texto de romanos não necessita de nenhum comentário adicional, dada a clareza da argumentação do apóstolo Paulo. Quero apenas enfatizar que a torpeza citada por Paulo nesse texto é a linguagem que ele adota para classificar o ato dos homens que abandonaram o contato natural da mulher e se inflamaram em sua sensualidade. Apesar de algumas pessoas levianas tentarem empregar um malabarismo teológico insano, esse trecho das Escrituras jamais poderá ser interpretado de maneira diferente, tendo em vista que não precisa de interpretação. O texto é claro o suficiente quando se propõe a prática EXPLICITAMENTE pecaminosa adotada pelos homossexuais. PARTICULARMENTE, CONSIDERO INADMISSÍVEL ALGUÉM AFIRMAR QUE FOI ILUDIDO QUANDO TEM EM MÃOS UM TEXTO TÃO CLARO.


f) I Co 6.9-11; I Tm 1.9,10: “9 Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, 10 nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. 11 Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”

“9 ...tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, 10 impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina...”

A sodomia é a prática de coito anal mesmo entre casais heterossexuais. Ora, se mesmo entre um casal hetero o coito anal é biblicamente reprovado, o que dizer entre homossexuais? A questão é tão óbvia que a estrutura genética (orgânica, biológica), psíquica, social e emocional do homem e da mulher é diferente e complementar. A relação homem-homem ou mulher-mulher é incompatível sob todos os aspectos (emocional, espiritual e físico). O curioso é que mesmo entre um casal homossexual, sempre há um que assume uma postura mais masculina e outro que assume uma postura mais feminina, NUMA TENTATIVA INCONSCIENTE DE REPRODUZIR O MODELO ORIGINAL E NATURAL. O mesmo ocorre com lésbicas.

Os ‘efeminados’ são associados com homossexuais passivos, homens que adotam posturas femininas na relação homossexual. Homens que se submetem a cirurgias para trocar de sexo, fazem tratamento hormonal, se vestem como mulher etc. Os efeminados não herdarão o reino de Deus.

O que apresentei até esse momento é a verdade do Evangelho que jamais negociarei nem transformarei em mercadoria (II Co 2.17 e 4.1,2). Como afirmei em outro post: prefiro ofender alguém com a verdade a lisonjear com a mentira. (Pv 27.6) O meu objetivo central é mostrar que a prática homossexual é ABSOLUTAMENTE INCOMPATÍVEL COM A VIDA CRISTÃ E JAMAIS PODERÁ SER LEGITIMADA COM BASE NAS SAGRADAS ESCRITURAS.

SEMPRE QUE ALGUÉM USAR A BÍBLIA PARA TENTAR JUSTIFICAR A PRÁTICA HOMOSSEXUAL ESTEJA ATENTO. É APENAS UM MALABARISMO TEOLÓGICO LEVIANO E DESONESTO QUE DEVE SER ANULADO PELA EXPOSIÇÃO DA VERDADE (Gn 1.27; 2.18,21-24; 5.1,2; Is 5.20; Mt 4.5-7; 19.6; Mt 22.29; At 17.10-12; At 20.29,30; Rm 16.17,18; I Co 14.20; II Co 11.13-15; Gl 1.6-9; Ef 4.14; I Tm 4.1-5; II Tm 4.2-5; Tt 1.10,11; II Pe 2.1-3; 3.17; I Jo 4.1-3).

Apesar do modo como escrevo, deixo claro que não sou homofóbico e jamais apoiarei práticas homofóbicas. Quero apenas mostrar para as pessoas ingênuas que não se deixem iludir por aqueles que usam a Bíblia de modo irresponsável. Outras questões associadas aos ativistas gays merecem um tratamento a parte e diferenciado, tendo em vista que representam muito mal a sua comunidade. Pelo que tenho notado na mídia, os homossexuais são um grupo enquanto os ativistas gays são outro.

Por fim, quero deixar uma palavra dirigida especificamente aos homossexuais. Já ouvi de muitas pessoas que vários homossexuais não têm culpa por gostarem de homem e não de mulher, pois não pediram prá nascer assim. Apesar de acreditar de uma maneira diferente, suponho que há pouquíssimos e raríssimos casos que se enquadram nesse perfil. Penso que há outras causas para o homossexualismo que não seja orgânica, genética e biológica. Porém, não pretendo discuti-las aqui. Quero apenas deixar um recado simples: se você é gay e realmente não gosta de mulher e só gosta de homem, então se quiser de fato seguir a Cristo, sacrifique esse desejo e viva solteiro! (Lc 14.25-35)

O leitor deve estar ciente de que independentemente de gostar de mulher ou não, qualquer cristão está sujeito a inúmeras tentações e o fato de termos nascido com a natureza do pecado não significa necessariamente que somos inocentes e que temos o direito de viver DELIBERADAMENTE NO PECADO (Hb 10.26-31). Se alguém ‘nasce’ homossexual (o que duvido muito), ainda assim se quiser seguir a Cristo deverá crucificar sua carne (Gl 2.19,20; 5.24). Se necessário deve viver solteiro!

Heterossexuais também estão sujeitos a tentações que também devem ser crucificadas (I Co 9.27). Não são apenas os homossexuais que estão sujeitos a pecar! Portanto, aconselho ao leitor que se você não consegue gostar do sexo oposto, sacrifique a Cristo seus desejos e assuma um estilo de vida no qual Ele pode ser glorificado. Ele não é glorificado no homossexualismo! Viva solteiro! Ou será que Jesus não merece?

E não esqueça:

Jeremias 37:9
Assim diz o SENHOR: Não vos enganeis a vós mesmos, dizendo: Sem dúvida, se irão os caldeus de nós; pois, de fato, não se retirarão.

1 Coríntios 6:9,10
Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.

1 Coríntios 15:33
Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.

Gálatas 6:7
Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.

Tiago 1:16
Não vos enganeis, meus amados irmãos.

Um abraço a todos!

Marconi BS Costa

domingo, 13 de maio de 2012

Entretenimento Gospel: uma perigosa distração


Já participei de cultos inesquecíveis. Ensinamentos maravilhosos, pregações memoráveis e um mover do Espírito genuinamente saudável. Contudo, venho observando o movimento evangélico no Brasil com certa preocupação. Há um bom tempo venho notando a maneira como a igreja está se tornando uma espécie de playground de Jesus, onde a animação é o foco. Um lugar de entretenimento gospel que mantém as pessoas distraídas e ocupadas sem tempo para meditar no essencial. Uma quantidade enorme de atividades e uma agenda repleta de shows são recursos que vêm sendo usados com frequência. Sinto tristeza quando contemplo um ativismo acelerado que serve apenas para manter o povo distraído, emocionado, ocupado e animado. Na igreja contemporânea, os eventos possuem o seu lugar e são bem vindos, o problema é quando uma congregação perde totalmente sua identidade de ser igreja em função de uma agenda esmagada pelo ativismo. Parece-me que a igreja está se tornando mais um movimento atraente da moda do que o sal e luz originalmente propostos por Jesus (Mt 5.13-16).É aqui onde mora o perigo!

Em meio a todo esse movimento, os irmãos podem perder de vista aquilo que é essencial e fundamental: a comunhão pessoal com Deus (Mc 3.14; Lc 10.38-42; 12.22-40). Jesus nunca desorganizou as prioridades: primeiro Ele, depois as tarefas realizadas prá Ele (Lc 12.22-40). Apesar de uma agenda repleta de atividades, eventos como aqueles registrados em At 3.1-10; 4.23-32; 10.32-43; 12.1-11; 14.6-18; etc. são raros hoje! Alguém certa vez disse: “o maior inimigo da unção é a distração”. Apesar de interessante, a frase é equivocada e incompleta. O maior inimigo da unção (da revelação e da inspiração) não é a distração, é a RELIGIÃO! A DISTRAÇÃO é o maior inimigo da SALVAÇÃO! É isso mesmo caro leitor, o maior inimigo da salvação é a distração. Veja em Mt 24.38,39; Lc 12.35-40; I Co 7.29-31; I Pe 4.7! A distração pode te levar a perder o foco das coisas fundamentais.

O que pode nos distrair? Segundo Jesus, nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca. Logo, os afazeres naturais desta vida pode nos distrair do essencial e corremos o risco de ser pegos de surpresa. Agora pergunto: como o ativismo gospel pode nos distrair? Pense comigo: se o diabo sabe que você não abre mão de servir a Deus, então o que ele tentará usar contra você? Se ele sabe que você jamais abrirá mão de buscar a vontade de Deus, então ele tentará levar você a buscá-la da maneira errada. Se ele não pode desviar você do Caminho (At 9.2; 18.25,26; 19.9,23), então ele tentará ludibriar você no Caminho. E a distração é um excelente recurso. A pergunta cabível agora é: distraí-lo do que? Da vontade de Deus para sua vida! Das coisas essenciais do Reino de Deus! Da comunhão pessoal com Deus! Veja Hb 12.1,2. Lembre-se que o diabo usou as Sagradas Escrituras para tentar levar o Senhor Jesus a cometer pecado (Mt 4.1-11). A Bíblia pode ser facilmente manipulada.

Uma vez que a preocupação central de certos movimentos Gospel é a arrecadação financeira, a principal estratégia para isso não é ministrar a Palavra de Deus em todos os seus aspectos, mas realizar eventos e shows continuamente para garantir a atenção do maior público possível. A essência do Evangelho é atingir quem você é, o que você faz, o que você pensa, o que você diz e o que você sente. Essa proposta do Senhor Jesus não é atraente para a maioria das pessoas e não é conveniente para gerar dinheiro. É por isso que destaco: cuidado com o ativismo gospel! Cuidado para não ficar distraído durante anos e ludibriado com uma agenda abarrotada de eventos e tarefas intermináveis. Observe que pregações baseadas em Tg 4.9,10; Ec 7.1-8; Lc 14.25-35 são raras atualmente. Faça uma avaliação pessoal de sua própria vida. Siga as recomendações encontradas em: II Co 13.5; I Jo 3.19-22; Sl 4.4.

Quero destacar que sou a favor de shows e eventos cristãos. Acredito que a igreja deve buscar meios legítimos de divulgar o Evangelho nas ruas, praças, estádios, templos, casas, etc. Sou a favor de shows com ministros de louvor, conferências com homens de Deus, cruzadas evangelísticas, etc. O que destaco nesse post é que devemos fazer tudo isso sem perder de vista o essencial, sem transformar tais eventos em formas gananciosas de gerar dinheiro.

         Peço encarecidamente ao leitor que tenha paciência para assistir a mensagem abaixo de um homem de Deus chamado Paul Washer. Tive a felicidade de encontrar essa ministração no youtube e está legendada. Escrevi esse post inspirado basicamente em sua pregação. É importante ouvir mensagens assim periodicamente. De antemão devo alertar o leitor que a mensagem é dura e alguns podem se sentir ofendido. Porém, considero melhor ofender alguém com a verdade do que enganá-lo com a mentira! (Pv 27.6)


         Um abraço a todos e boa mensagem!




Quero agradecer publicamente à Willy's PrOdUçÕeS pelo vídeo publicado com legendas em português possibilitando o deleite espiritual da igreja evangélica brasileira.

Um abraço a todos!

Marconi BS Costa

terça-feira, 1 de maio de 2012

Igreja Alienada


Me perdoem o tamanho do texto, foi inevitável!

Durante as eleições passadas para presidente a igreja evangélica brasileira deu um recado forte e incisivo para esta nação: quem ignorar os mais de 50 milhões de evangélicos pode sofrer sérias consequências na eleição. A igreja mostrou que pode fazer uma enorme diferença e nenhum candidato pode mais desprezar o povo de Deus caso queira ser eleito. Somado a isso há o fato que as estatísticas apontam: em 20 anos, mais da metade do nosso país será evangélico. Sempre vibrei com essas estatísticas, mas agora, além de vibrar começo a me preocupar. Sabemos que quantidade não é garantia de qualidade e que crescimento é diferente de inchaço. No entanto, além dessas questões, há outras que agora me preocupam.
No período mais recente das eleições para presidente, dois temas se tornaram centrais na discussão envolvendo os evangélicos: o aborto e o homossexualismo. Assistindo a TV, vendo a internet e observando a forma como os irmãos em Cristo mais próximos a mim reagiram, logo percebi que o movimento era generalizado. O aborto e o homossexualismo eram os dois únicos assuntos que os irmãos levaram em conta na hora de decidir em quem votar. Contudo, outros importantes temas para o nosso país ficaram de fora, tais como reforma agrária, tributária e política, educação, infraestrutura, geração de emprego, saneamento básico, crescimento econômico, meio ambiente, cultura, saúde e segurança pública, ciência e tecnologia, esporte, distribuição de renda, etc. Se os dois únicos aspectos que me fazem escolher ou rejeitar um candidato é sua posição a respeito do homossexualismo e do aborto, então isso mostra o baixo nível social que se encontra o debate político envolvendo cristãos.
Diante disso, não entendo como as pessoas que fazem um gigantesco alarde contra o aborto e homossexualismo são as mesmas que silenciam diante da violência à mulher, das péssimas condições na educação brasileira, da necessidade urgente de reforma política e tributária, do enorme descaso do poder público com o alto índice de violência, dos frequentes casos de corrupção, etc. A lista de problemas é enorme. É por isso que me preocupo atualmente. O que questiono é o fato de que há um nível assombroso de outros assassinatos ocorrendo no país diariamente por outras causas e os mesmos que se opõe ao aborto não dizem nada. Ora, se sou tão enfático em me opor e me posicionar em relação ao aborto, porque a mesma energia não é empregada contra os milhares de assassinatos praticados neste país por outras causas? Quantas crianças morrem de fome, violência, drogas e os mesmos que se opõem ao aborto não se manifestam! Quantos assassinatos ocorrem neste país devido a outros motivos e os opositores do aborto silenciam! A questão que coloco é: se somos tão a favor da vida por que só nos posicionamos em relação ao aborto e não falamos (e nem fazemos) nada contra as drogas, violência, miséria, trabalho escravo? Onde está o alarde? Ou será que a vida de um adulto, criança, mulher e adolescente tem menos valor que a de um feto? Por que a igreja, blogueiros e comentaristas 'anônimos' não se posicionam contra a corrupção que devora esse país? Por que nós não desenvolvemos mecanismos eficientes para combater o lixo que está em nossa nação?
Outro exemplo clássico e digno de nota: em todo o Brasil, milhares de adolescentes são vítimas de exploração sexual por caminhoneiros, estrangeiros, políticos, etc. Onde está a igreja que não diz e não faz nada a respeito? Só falam quando o assunto é aborto ou homossexualismo! É a vida intrauterina mais valiosa do que a extrauterina? Naturalmente sei que aborto é assassinato e sou absolutamente contra essa prática. De igual modo, sou contra a prática homossexual e a união gay. Porém, o que vejo com frequência é um discurso que soa hipócrita, pois desconsidera que o simples fato de garantir a um feto que ele nasça não é garantia de uma vida digna. Se a igreja deseja realmente combater o aborto, deve atingir todos os meios possíveis que levam à sua prática e não apenas as leis. Ora, se um candidato é contra o aborto mas não possui nenhuma proposta de governo sólida para combater a criminalidade, as drogas, a miséria e a desigualdade social, então ele favorecerá outros crimes equivalentes ao aborto. Mesmo que a lei proíba o aborto caro leitor, vc acha que ele deixará de ser praticado? Além da lei, deve-se pensar em todos os mecanismos possíveis e imagináveis para evitar essa prática. O fato de um candidato ser contra o aborto não significa necessariamente que ele seja a favor da vida. Ser contra o aborto não é suficiente, tem que ser contra a violência, contra a corrupção, contra as drogas, contra a impunidade, contra a injustiça! É para isso que serve investimentos maciços em educação, cultura, geração de emprego, etc. Quando falo em educação me refiro à verdadeira e não a essas escolas e universidades que não ensinam ninguém a pensar, raciocinar, avaliar, investigar e questionar. É por termos uma nação burra que leis pró-aborto são aprovadas. É por termos uma nação burra que a PLC122 foi elaborada. Se amamos tanto a vida humana (intra ou extrauterina), deveríamos entender que o modo de preservá-la não se resume a dar continuidade a gestação, mas de oferecer condições dignas para a manutenção da mesma.
Apesar de tudo, não quero levar o leitor a pensar que as questões envolvendo aborto e homossexualismo são pormenores. Ambas são questões relevantes, mas a análise destes assuntos deve levar em conta diversos outros aspectos que estão direta ou indiretamente relacionados. Lamento ver uma igreja incapaz de analisar os fatos globalmente e não localmente. Acredito que na hora de votar, o eleitor deve incorporar em sua pesquisa de candidatos todos os assuntos que envolvem o país e não apenas alguns em particular. Nas eleições passadas votei em vários candidatos: Heloísa Helena, Marina Silva, Cristovam Buarque, Lula, Dilma, etc. Jamais considerei Lula e Dilma mitos, nem qualquer outro candidato. Não tenho mitos e nem ídolos! O meu Deus é Jesus Cristo! Não conheço nenhum candidato que seja absolutamente isento de falhas, por isso tento votar naquele que considero o menos ruim para o meu país e não apenas para os evangélicos em particular. No entanto, se um candidato aprova declaradamente o ‘kit gay’ para as escolas, se ele aprova a PLC122 e apoia a ditadura gay e coisas semelhantes, então certamente esse candidato deve ser rejeitado. Apoiar manifestações pacíficas é outra história! Mesmo que a marcha gay, por exemplo, tenha objetivos que nos opomos, qual é o grupo social que deve ser proibido de ir às ruas lutar por causas que defende? A igreja deve silenciar seus opositores expondo os argumentos da verdade do Evangelho e não impedindo grupos sociais de fazerem manifestações pacíficas. Se estas manifestações adotam práticas indignas, então as práticas indignas devem ser rechaçadas, mas não a manifestação em si. A igreja deve se manifestar contra o pecado, mas sem tentar impor uma ditadura evangélica. Se o movimento gay deseja implantar uma ditadura homossexual, então a igreja deve combater, mas sem cair no mesmo extremo de tais movimentos.
A igreja deve se posicionar, se manifestar e se apresentar. Omissão e silêncio são coisas que nunca defendi e jamais defenderei. Porém, a igreja deve fazer essas coisas sem usar meios indignos. Dizer, falar, divulgar, comentar, anunciar, pregar e ensinar a verdade, é diferente de impor a verdade. Devemos rejeitar as imposições arbitrárias seja de que grupo for. Qualquer tipo de ditadura (gay ou evangélica) jamais deve ser apoiada. Devo lembrar ao leitor que um presidente do Brasil não vai governar 50 milhões de evangélicos, ele vai dirigir uma nação com mais de 190 milhões de brasileiros. Dentro desse universo há diferentes grupos sociais lutando por algo em que acreditam. É por isso que Paulo recomendou: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”(I Tm 2.1-4) Ora, por que aquelas pessoas que atacam ferozmente o governo fazendo uso das Sagradas Escrituras não divulgam com a mesma energia este ensinamento de Paulo contido em I Tm 2.1-4? Simples: porque são pessoas carnais cujo único objetivo é usar a Bíblia como uma ferramenta para defender interesses escusos. Essas pessoas não querem praticar a Palavra de Deus, desejam apenas criar um terrível ambiente de guerra satanizando partidos políticos. Elas não estão interessadas em promover a saúde espiritual do Corpo de Cristo no Brasil. Querem apenas usar a igreja em favor de seus interesses pessoais. Não investem tempo em oração e intercessão, mas gastam tempo se dedicando a criticar, ofender, detratar, discutir, caluniar e difamar (Pv 26.21,22). Esse tipo de comportamento carnal deve ser identificado, rejeitado e combatido.
Em nenhum momento dos Evangelhos vemos Jesus atacando Pilatos, Herodes, Roma, etc. e nem incentivando qualquer tipo de confronto. De igual maneira, não vemos Paulo, Pedro, Tiago, João ou qualquer outro apóstolo preocupados com os governos ímpios de suas épocas. De fato, a instrução de Paulo sobre o modo como devemos tratar as autoridades está registrada em I Tm 2.1-4, mas esse ensinamento poucos conhecem. Alguns citam como exemplo João Batista e Elias, porém foram casos específicos que eram orientados, inspirados e impulsionados por Deus para fazerem o que fizeram. Não foi simplesmente o seu senso de justiça! A constituição da nação de Israel era a Torah de Moisés, enquanto a constituição brasileira não possui nenhum compromisso com as Escrituras. Vivemos em um contexto social, cultural e espiritual completamente distinto daquele vivido por Elias e João Batista. Combater governos corruptos não foi o principal foco dos seus ministérios, eles apenas faziam o que Deus mandava. Além disso, um profeta não é profeta apenas por denunciar os pecados das autoridades do país em que vive. A coisa mais fácil do mundo é denunciar erros do governo e muitos já fazem isso sem ser profeta! Além disso, o profeta era destinado especificamente a corrigir os reis de Israel sem medo das consequências. Ora, como está Israel hoje? Onde estão os mesmos profetas? Agora estamos na graça e o ministério da graça possui suas próprias ferramentas. Os cristãos no Brasil não são apenas profetas, são também cidadãos brasileiros, possuem uma constituição e um amplo conjunto de leis. Eles também devem se posicionar no que diz respeito às leis de sua nação. Devem usar os recursos legais de forma legal para reivindicar um país melhor, e o aborto e homossexualismo não são os únicos problemas desta nação.
Além disso, qualquer candidato que seja eleito não está isento de cometer uma série de erros graves. Mesmo Davi, um homem segundo o coração de Deus, cometeu adultério e assassinato. Ora, se eu votasse em Davi para presidência de Israel, estaria eu apoiando seu adultério e assassinato? Qualquer ser com inteligência mínima conclui que não. A igreja jamais deve barganhar com a política, nem com a religião ou com qualquer coisa que seja, pois os princípios do Reino de Deus são inegociáveis! A única solução que encontro é a própria igreja apresentar candidatos que correspondam às expectativas, e além disso se engajar de forma contundente nas causas sociais que assolam o país.
Jesus ensinou o que devemos fazer, seja para presidentes, governadores, senadores, deputados, prefeitos, vereadores, etc. A ordem de Jesus é clara: Mt 28.18-20; Mc 16.14-18; At 1.6-8. Esses versículos juntamente com I Tm 2.1-4 ensinam como a igreja deve agir com relação às autoridades. Siga as recomendações de Jesus e Paulo! Devemos anunciar, divulgar e defender a verdade para TODOS OS PÚBLICOS, independentemente de cargos e posições sociais que ocupam. Aqueles que enfrentam governos corruptos não são mais espirituais do que aqueles que estão nas favelas, ruas e praças divulgando o Evangelho. Não é profeta somente quem confronta os pecados da liderança! Isso não quer dizer necessariamente que se Deus nos guiar para confrontarmos uma autoridade devemos recusar. Quero dizer apenas que nossas ferramentas são espirituais e não são carnais (II Co 10.4-6), como alguns sugerem. Não devemos “matar os 450 profetas de Lula e Dilma” (já que alguns néscios comparam Lula com Acabe e Dilma com Jezabel). Aqueles que usam esse tipo de argumento militam não em função do Reino de Deus, mas em função de causas políticas pessoais. Usam a Bíblia não para propagação do Evangelho e o louvor genuíno a Deus, mas para promover ataques a partidos políticos. O propósito não é produzir a edificação do Corpo de Cristo, mas promover um ambiente de guerra associado unicamente com a política e sem nenhum compromisso com o Reino de Deus. Até o diabo usou a Bíblia segundo seus próprios interesses (Mt 4.1-11). A Palavra de Deus pode ser usada de maneira espúria para manipular mentes ingênuas em favor de causas políticas duvidosas. O leitor deve estar atento a esse tipo de manobra! Como bem observou meu caro colega de blog Will Filho: “esta inclinação política que faz uso da Bíblia como justificativa, acaba por distanciar as pessoas do centro, do alvo, do PROPÓSITO na anunciação do evangelho, e em troca disso terminam valorizando mais um "movimento" do que a pretensão real do evangelho.... pois o que se defende não é, necessariamente, o ser humano, o pecador carente de compreensão e arrependimento, para que este mude através da Verdade, mas uma "militância" em "nome da família", esquecendo-se de que família é feita de pessoas, e enquanto estas pessoas não forem respeitadas em seus direitos e expressões mais básicos, não há coerência nessa defesa.
Se quisermos de fato uma nação melhor, então devemos pregar o Evangelho não só ao povo, mas também a senadores, prefeitos, governadores, vereadores, presidentes, etc. Além disso, devemos seguir a recomendação de Cristo e de Paulo. Em meio a tudo isso, gostaria de citar um nome de alguém que segundo o meu parecer tem manifestado grande coerência em sua prática ministerial concernente à relação igreja-sociedade: o pastor Antonio Carlos Costa. Recomendo ao leitor consultar o site do seu ministério e o seu blog. Tenho certeza de que será enriquecedor neste debate. VALE RESSALTAR QUE CERTOS CRÍTICOS DO PASTOR ANTONIO CARLOS COSTA NÃO DESENVOLVEM 1/10 DO TRABALHO QUE ELE FAZ. SÃO "DOUTORES EM GABINETE" QUE RESUMEM SEU TRABALHO A ESCREVEREM ATAQUES PESSOAIS DESONESTOS, SENTADOS EM SUAS "POLTRONAS DA SABEDORIA". Não sabem o que significa de fato a verdadeira educação e a verdadeira cultura. Lamento que haja esse tipo de pessoa que faz uso das Sagradas Escrituras em um malabarismo teológico leviano apenas para promover e defender movimentos políticos e não para divulgar o verdadeiro conteúdo do Evangelho. Lamento pelos ingênuos leitores desse tipo de pessoa.
Diante do exposto quero apenas enfatizar que considero débil a posição da igreja evangélica brasileira em relação à política e que necessitamos urgentemente de boas orientações à respeito. Oremos ao Senhor para que nos encha de Sua sabedoria para sermos capazes de fazer um diagnóstico correto em benefício do nosso país.

Um abraço a todos!

Marconi BS Costa