Vídeo em destaque

sábado, 12 de maio de 2018

João Carlos Martins











sábado, 28 de abril de 2018

Olavo de Carvalho


       O professor Olavo de Carvalho é uma das mentes mais brilhantes que eu conheço. Devo a ele meu enorme interesse pela filosofia e o despertar de uma nova forma de análise dos fatos e da realidade que me cerca. O texto abaixo eu selecionei como uma amostra de sua incrível habilidade e discernimento. Quem dera 10% da população brasileira compreendesse estas palavras do professor Olavo!!!
       O nível dos debates em território nacional é sofrível, justamente pelo fato dos indivíduos ignorarem um princípio fundamental: a indispensável dedicação de anos à análise, pesquisa e investigação. As mentes tolas querem abordar assuntos a respeito dos quais não possuem o mínimo de conhecimento. É irritante observar tal processo se repetindo continuamente. A depender do tema, são necessárias décadas de estudo para assimilá-lo de forma moderada. Mas no Brasil, os palpiteiros do facebook acham que dominam com maestria perspectivas complexas depois de lerem uma ou duas postagens.
       Por favor, leiam e aprendam com o professor Olavo.



"Compreender uma filosofia não se resume em ler as obras de um filósofo e julgá-las segundo uma reação imediata ou as opiniões de um professor. É impregnar-se de um modo de ver e pensar como se ele fosse o seu próprio, é olhar o mundo com os olhos do filósofo, com ampla simpatia e sem medo de contaminar-se dos seus possíveis erros. Se desde o início você já lê com olhos críticos, buscando erros e limitações, você está reduzindo o filósofo à escala das suas próprias impressões, em vez de ampliar-se até abranger o “universo” dele. Erros e limitações não devem ser buscados, devem surgir naturalmente à medida que você assimila novos e novos autores, novos e novos estilos de pensar, pesando cada um na balança da tradição filosófica e não da sua incultura de principiante."
Olavo de Carvalho


domingo, 15 de abril de 2018

Jiren







segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O progresso da destruição familiar


Neste excelente vídeo, o professor Olavo de Carvalho demonstra de maneira clara que os principais financiadores da desconstrução familiar, mantém suas próprias famílias intactas. Eles promovem a destruição familiar das massas, enquanto as suas são preservadas. Isso é engenharia social. Infelizmente as manadas mundiais não enxergam a estratégia. Assista e aprenda!






quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Deus




O espaço, o tempo, a matéria, a energia, a vida, a consciência, a memória, os sentimentos, a cognição, a estrutura da realidade e sua simetria matemática são claras evidências da ação inteligente de um Criador. Porém, o senso comum (ou a completa ignorância do funcionamento dos mecanismos da realidade) impede a maior parte dos indivíduos de reconhecerem O Projetista do universo. Neste cenário, Deus poderia oferecer provas adicionais de Sua Pessoa. Contudo, Ele faz exatamente o oposto, até parece que Deus se esconde. Ele exige fé do ser humano e não dá nenhuma satisfação do que faz. A arrogância, a prepotência, a vaidade e a soberba do homem contra o Criador é a principal fonte do “afastamento” (desaparecimento) de Deus. Ele só se revela aos pequeninos e jamais se curvará aos caprichos da vaidade humana. Ou você se humilha diante de Deus ou nunca irá encontrá-Lo. Ele permanecerá sempre um enigma para você caso se recuse a curvar-se diante d’Ele. Se prostrar diante do Criador é um dos exercícios mais brilhantes que um ser humano pode fazer, e as sensações que ele experimenta em função disso são incomparáveis. Do contrário, Ele permanecerá para você uma incógnita indecifrável. Apenas quem se humilha encontra, e é encontrado, pelo Criador!









quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Poesia Matemática (Millôr Fernandes)



        Às folhas tantas
        do livro matemático
        um Quociente apaixonou-se
        um dia
        doidamente
        por uma Incógnita.
        Olhou-a com seu olhar inumerável
        e viu-a do ápice à base
        uma figura ímpar;
        olhos rombóides, boca trapezóide,
        corpo retangular, seios esferóides.
        Fez de sua uma vida
        paralela à dela
        até que se encontraram
        no infinito.
        "Quem és tu?", indagou ele
        em ânsia radical.
        "Sou a soma do quadrado dos catetos.
        Mas pode me chamar de Hipotenusa."
        E de falarem descobriram que eram
        (o que em aritmética corresponde
        a almas irmãs)
        primos entre si.
        E assim se amaram
        ao quadrado da velocidade da luz
        numa sexta potenciação
        traçando
        ao sabor do momento
        e da paixão
        retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
        nos jardins da quarta dimensão.
        Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
        e os exegetas do Universo Finito.
        Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
        E enfim resolveram se casar
        constituir um lar,
        mais que um lar,
        um perpendicular.
        Convidaram para padrinhos
        o Poliedro e a Bissetriz.
        E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
        sonhando com uma felicidade
        integral e diferencial.
        E se casaram e tiveram uma secante e três cones
        muito engraçadinhos.
        E foram felizes
        até aquele dia
        em que tudo vira afinal
        monotonia.
        Foi então que surgiu
        O Máximo Divisor Comum
        freqüentador de círculos concêntricos,
        viciosos.
        Ofereceu-lhe, a ela,
        uma grandeza absoluta
        e reduziu-a a um denominador comum.
        Ele, Quociente, percebeu
        que com ela não formava mais um todo,
        uma unidade.
        Era o triângulo,
        tanto chamado amoroso.
        Desse problema ela era uma fração,
        a mais ordinária.
        Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
        e tudo que era espúrio passou a ser
        moralidade
        como aliás em qualquer
        sociedade.


Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.